Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer

  • Charles Dalcanale Tesser Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Saúde Pública.
  • Roxana Knobel Departamento de Tocoginecologia. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis, SC, Brasil
  • Halana Faria de Aguiar Andrezzo Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil.
  • Simone Grilo Diniz Departamento de Saúde Materno-Infantil. Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil.
Palavras-chave: Violência contra a Mulher, Doença Iatrogênica, Prevenção Quaternária, Autonomia Pessoal, Parto Obstétrico.

Resumo

O objetivo deste artigo é justificar a necessidade de prevenção quaternária frente à 'violência obstétrica' (VO), terminologia que agrupa todas as formas de violência e danos originados no cuidado obstétrico profissional, bem como discutir estratégias e ações de prevenção quaternária a serem realizadas pelos médicos de família e comunidade (MFC), pelas equipes de atenção primária à saúde (APS) e suas entidades associativas. A prevalência de violência obstétrica no Brasil é alta: ¼ das mulheres relata terem sofrido maus-tratos durante o atendimento ao parto, além de excesso de intervenções desnecessárias (como venóclise, ocitocina de rotina e episiotomia) e privação de uma assistência baseada em boas práticas, tais como parto em posição vertical, possibilidade de se alimentar e de se movimentar durante o trabalho de parto e presença de um acompanhante. Destaca-se o excesso crônico de cesarianas (55,6% do total de nascimentos) no Brasil, mais prevalente no setor privado (85%) do que no público (40%). Ações de prevenção quaternária dirigidas à VO são propostas e discutidas, como: (1) a elaboração (individual e coletiva) de planos de parto orientados pelas equipes de APS no pré-natal (para os quais se oferece um roteiro); (2) a introdução de outros profissionais qualificados no cuidado ao parto de risco habitual (incluindo MFC capacitados); e (3) a participação dos MFC e profissionais da APS e suas associações no movimento social e político pela “humanização” do parto, com apoio às mudanças nas maternidades já em funcionamento e às novas iniciativas de serviços de cuidado ao parto. 

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Biografia do Autor

Charles Dalcanale Tesser, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Saúde Pública.
Médico pela Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP (1991), com residência em Medicina Preventiva e Social pela UNICAMP (1993), especialização em Homeopatia pela Associação Paulista de Homeopatia (1997), mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (1999) e doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (2004). Trabalhou 9 anos como médico generalista e sanitarista na atenção básica no interior paulista (zona rural) e 3 anos como generalista da Saúde da Família em Campinas/SP. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina (desde 2006). Tem experiência na área de medicina, atenção primária e organização de serviços de atenção primária à saúde, especialmente na Estratégia Saúde da Família, com ênfase em gestão do trabalho de equipes de Saúde da Família, prática médica na atenção primária e medicinas alternativas e complementares nesse contexto. Tem trabalho de pesquisa e ensino na áreas de modelos assistenciais, organização de serviços e acolhimento na atenção primária, práticas e medicinas alternativas e complementares na atenção primária, prática médica e educação médica na atenção primária. Atualmente é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, docente da Residência em Medicina de Família e Comunidade da UFSC e preceptor do Internato Médico em Interação Comunitária da UFSC (estágios na atenção primária à saúde). Mais informações: Currículo Lattes

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Publicado
2015-06-24
Como Citar
Tesser, C. D., Knobel, R., Andrezzo, H. F. de A., & Diniz, S. G. (2015). Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 10(35), 1-12. https://doi.org/10.5712/rbmfc10(35)1013