Violência, drogadição e processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família: conflitos de um grande centro urbano brasileiro

  • Tatiana Monteiro Fiúza Prefeitura de Araxá - MG
  • Alcides Silva de Miranda Universidade Federal do Ceará - UFC
  • Marco Túlio Aguiar Mourão Ribeiro SMS Fortaleza - CE
  • Mayrá Lobato Pequeno SMS Fortaleza - CE
  • Pedro Renan Santos de Oliveira SMS Fortaleza - CE
Palavras-chave: Violência, Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias, Atenção Primária à Saúde, Saúde da Família

Resumo

A implantação e consolidação da Estratégia Saúde da Família (ESF) em um grande centro urbano é um desafio. Questões decorrentes da dinâmica histórico-social de um grande centro urbano influenciam o processo de trabalho e as necessidades de educação em saúde percebidas pelos profissionais de saúde. A pobreza, a desigualdade social, as drogas e a violência urbana potencializam-se por meio de um feedback cruel e positivo, o que Campos denominou de um fluxo maluco e contraditório de informações, com essa ciranda perversa de destruição de valores penosamente construídos, influenciando nas atividades das Equipes de Saúde da Família. Este trabalho possuiu como objetivo analisar as percepções de profissionais de nível superior que atuam na ESF sobre a influência do trabalho em um grande centro urbano no processo de trabalho das equipes e necessidades educacionais dos profissionais, particularmente a violência urbana, a drogadição e tráfico de drogas. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa sobre os discursos práticos de profissionais de Saúde, a partir de Grupos Focais e entrevistas individuais em profundidade, com o escopo de análise baseado no método de Análise de Conteúdo, do tipo Categorial e Temática. Diferenças entre a ESF no interior, em municípios de pequeno e médio porte e na capital e as dificuldades inerentes ao trabalho nesta foram recorrentes no discurso. Reflexões sobre a problemática da violência urbana, da drogadição e do tráfico de drogas são explícitas no material discursivo. Riscos e vulnerabilidades inerentes a essa questão surgem como problemática a ser enfrentada pelos profissionais da ESF: promiscuidade sexual, início precoce da vida sexual, atividade sexual desprotegida, prostituição, negligência para com as crianças, problemas familiares, abandono e maus tratos de idosos, evasão escolar, dentre outros.

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Biografia do Autor

Tatiana Monteiro Fiúza, Prefeitura de Araxá - MG
Possui graduação em MEDICINA pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000). Atualmente exerce a preceptoria de medicina de família e comunidade e coordenação regional do Programa de RESIDENCIA DE MEDICINA DE FAMÍLA E COMUNIDADE do Sistema Municipal de Saúde Escola do Município de Fortaleza. Título de Especialista em Medicina de Famíla e Comunidade e especialização latu senso em Hebiatria. Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará. Cursando o doutorado em saúde pública na Universidade Federal do Ceará.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Alcides Silva de Miranda, Universidade Federal do Ceará - UFC
Graduado em Medicina (FEMP/PA), com especialização em Medicina de Família e Comunidade (Programa de Residência Médica do SSC-GHC/RS), Mestrado em Saúde Pública (UECE) e Doutorado em Saúde Coletiva (ISC-UFBA). Professor Adjunto (nível 2) do Departamento de Assistência e Orientação Profissional (DAOP), Curso de Bacharelado em Saúde Coletiva (EEnF/UFRGS) e Professor Colaborador dos Cursos de Mestrado em Saúde Pública (UFC) e Doutorado em Saúde Coletiva (UFC/UECE). Atua no campo da Saúde Coletiva, com ênfase nos temas sobre Políticas, Planejamento,, Gestão e Atenção Básica de Saúde. Atualmente é representante titular do CEBES no Conselho Nacional de Saúde.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Marco Túlio Aguiar Mourão Ribeiro, SMS Fortaleza - CE
Possui graduação em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000). Atualmente exerce a preceptoria de medicina de família e comunidade da Residencia de Medicina de Famíla e Comunidade do município de Fortaleza. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE e especialização em Geriatria. Mestrando em Saúde Pública pela Universidade federal do Ceará (UFC).

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Mayrá Lobato Pequeno, SMS Fortaleza - CE

Psicóloga Comunitária pela UFC. Residente em Psicologia no programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade do Sistema Municipal de Saúde Escola/Fortaleza/CE.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Pedro Renan Santos de Oliveira, SMS Fortaleza - CE

Psicólogo e Bacharel em Psicologia pela UFPE. Terapeuta Comunitário. Residente em Psicologia no programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade do Sistema Municipal de Saúde Escola em Fortaleza.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Referências

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Publicado
2011-03-03
Como Citar
Fiúza, T. M., Miranda, A. S. de, Ribeiro, M. T. A. M., Pequeno, M. L., & Oliveira, P. R. S. de. (2011). Violência, drogadição e processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família: conflitos de um grande centro urbano brasileiro. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 6(18), 32-39. https://doi.org/10.5712/rbmfc6(18)119
Seção
Artigos de Pesquisa