Satisfação dos usuários da rede de Atenção Primária de Porto Alegre

Aline do Amaral Zils, Rodrigo Caprio Leite de Castro, Mônica Maria Celestina de Oliveira, Erno Harzheim, Bruce Bartholow Duncan

Resumo


A satisfação dos usuários é um importante desfecho para avaliar serviços de saúde. Este estudo trata-se de uma avaliação do grau de satisfação dos usuários em relação à última consulta realizada na rede de atenção primária A saúde de Porto Alegre-RS, tendo como objetivo comparar a satisfação de usuários que avaliam a qualidade do processo de atenção recebida corno sendo de alto escore de APS com a de usuários que a avaliam corno baixo escore de APS. Estudo transversal de base populacional, utilizando o Instrumento de Avaliação da Atenção Primária, Primary Care Assesment Tool- PCATool, que possibilita a classificação dos serviços de saúde no seu grau de orientação à APS por meio do escore geral de atenção primária, definindo-o como alto ou baixo, de acordo com a experiência dos usuários. A satisfação do usuário foi medida por um questionário composto de doze questões referentes à última consulta, sendo medida por uma escala Likert de 5 itens: "muito bom", "bom", "regular", "ruim" e "muito ruim". Para a análise, os resultados foram agrupados em duas classificações, sendo "satisfeito", quando referido "muito bom" ou "bom", e "insatisfeito" quando referido algum dos demais itens. Observou-se diferença significativa nas 12 variáveis que refletem a satisfação em vários aspectos da consulta, demonstrando maior satisfação em usuários que classificaram o seu serviço como de alto escore. A avaliação geral da consulta apresentou 95,6% e 73,5% de "satisfeitos" nos serviços com alto e baixo escore de APS, respectivamente (p<0,001). Usuários de serviços com alto grau de orientação à atenção primária obtêm maior satisfação em suas consultas. Essa maior satisfação pode beneficiar o processo decisório do paciente frente às recomendações médicas realizadas.


Palavras-chave


Atenção Primária à Saúde; Avaliação de Serviços de Saúde; Estudos Transversais

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DOI: https://doi.org/10.5712/rbmfc4(16)233

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