Prevalência de hipertensão arterial sistêmica em idosos no Brasil entre 2006 e 2010

Autores

  • Gisele Soares Mendes Universidade Católica de Brasília (UCB). Brasília , DF
  • Clayton Franco Moraes Universidade Católica de Brasília (UCB). Brasília , DF
  • Lucy Gomes Universidade Católica de Brasília (UCB). Brasília , DF

DOI:

https://doi.org/10.5712/rbmfc9(32)795

Palavras-chave:

Idoso, Hipertensão, Vigilância Sanitária, Prevalência, Brasil

Resumo

Objetivo: observar a evolução da prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) em idosos entre 2006 e 2010 no Brasil. Métodos: estudo descritivo, ecológico, quantitativo, de um período entre 2006 e 2010, com dados coletados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) relacionados ao sexo, região e escolaridade na faixa etária de 65 anos ou mais.  Resultados: na análise entre regiões brasileiras, não houve diferença significativa nos anos analisados. Na comparação entre os sexos, a prevalência de HAS acima de 65 anos nas mulheres foi maior que nos homens. Com relação ao nível de escolaridade, foi encontrado que a prevalência no ano de 2006 foi significativamente menor do que nos anos de 2008 e 2009 entre pessoas com 9 a 11 anos de educação formal. Entre as regiões, quanto menor o nível de escolaridade, maior a prevalência de hipertensão. Conclusão: a prevalência da HAS acima dos 65 anos não seguiu uma tendência linear, mas manteve-se elevada, com predomínio em idosos do sexo feminino e em idosos com baixa escolaridade, chamando a atenção para a necessidade de ações de prevenção dos fatores de risco e acompanhamento em longo prazo dos idosos hipertensos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Gisele Soares Mendes, Universidade Católica de Brasília (UCB). Brasília , DF

Fisioterapeuta, aluna bolsista (PROSUP - CAPES/UCB) no Programa Stricto Sensu em Gerontologia da Universidade Católica de Brasília.

Clayton Franco Moraes, Universidade Católica de Brasília (UCB). Brasília , DF

Médico, professor doutor titular da Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília - Distrito Federal, Brasil.

Lucy Gomes, Universidade Católica de Brasília (UCB). Brasília , DF

Médica, professora doutura da Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília - Distrito Federal, Brasil.

Referências

Fernández-Ballesteros R, Robine JM, Walker A, Kalache A. Active Aging: A Global Goal. Curr Gerontol Geriatr Res. 2013;2013:1-4. http://dx.doi.org/10.1155/2013/298012. DOI: https://doi.org/10.1155/2013/298012

Tavares DMS, Dias FA. Capacidade funcional, morbidades e qualidade de vida de idosos. Texto Contexto Enferm. 2012;21(1):112-20. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072012000100013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-07072012000100013

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estimativas da população residente no Brasil e unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2013. Rio de Janeiro: IBGE; 2013.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições da vida da população brasileira 2013. Rio de Janeiro: IBGE; 2013.

Brito CJ, Volp ACP, Nóbrega OT, Silva Júnior FL, Mendes EL, Roas AFCM, et al. Exercício físico como fator de prevenção aos processos inflamatórios decorrentes do envelhecimento. Motriz. 2011;17(3):544-55. http://dx.doi.org/10.1590/S1980-65742011000300017. DOI: https://doi.org/10.1590/S1980-65742011000300017

Montagner S, Costa A. Bases biomoleculares do fotoenvelhecimento. An Bras Dermatol. 2009;84(3):263-69. http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962009000300008. DOI: https://doi.org/10.1590/S0365-05962009000300008

Ferreira OGL, Maciel SC, Costa SMG, Silva AO, Moreira MASP. Envelhecimento ativo e sua relação com a independência funcional. Texto Contexto Enferm. 2012;21(3):513-18. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072012000300004. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-07072012000300004

Boing AC, Boing AF. Hipertensão arterial sistêmica: o que nos dizem os sistemas brasileiros de cadastramentos e informações em saúde. Rev Bras Hipertens. 2007 [acesso em 2013 Jul 10];14(2):84-8. Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/14-2/06-hipertensao.pdf.

Gontijo MF, Ribeiro AQ, Kein CH, Rozenfeld S, Acurcio FA. Uso de anti-hipertensivos e antidiabéticos por idosos: inquérito em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cad Saúde Pública. 2012; 28(7): 1337-46. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2012000700012. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2012000700012

Paniz VMV, Fassa AG, Facchini LA, Piccini RX, Tomasi E, Thumé E, et al. Free access to hypertension and diabetes medicines among the elderly: a reality yet to be constructed. Cad Saúde Pública. 2010;26(6):1163-74. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2010000600010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2010000600010

Cesarino CB, Cipullo JP, Martin JFV, Ciorlia LA, Godoy MRP, Cordeiro JA, et al. Prevalência e fatores sociodemográficos em hipertensos de São José do Rio Preto – SP. Arq Bras Cardiol. 2008;91(1):31-5. http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2008001300005. DOI: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2008001300005

Giroto E, Andrade SM, Cabrera MAS, Ridão EG. Prevalência de fatores de risco para doenças cardiovasculares em hipertensos cadastrados em unidade de saúde da família. Acta Sci, Health Sci. 2009;31(1):77-82. http://dx.doi.org/10.4025/actascihealthsci.v31i1.4492. DOI: https://doi.org/10.4025/actascihealthsci.v31i1.4492

Borim FSA, Guariento ME, Almeida EA. Perfil de adultos e idosos hipertensos em unidade básica de saúde. Rev Soc Bras Clín Méd. 2011 [acesso em 2013 Jul 10];9(2):107-11. http://files.bvs.br/upload/S/1679-1010/2011/v9n2/a1832.pdf.

Zattar LC. Prevalência e fatores associados à pressão arterial elevada, seu conhecimento e tratamento em idosos no sul do Brasil. Cad Saúde Pública. 2013;29(3):507-21. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2013000300009. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2013000300009

Gus I, Harzheim E, Zaslavsky C, Medina C, Gus M. Prevalência, reconhecimento e controle da hipertensão arterial sistêmica no estado do Rio Grande do Sul. Arq Bras Cardiol. 2004;83(5):424-28. http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2004001700009. DOI: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2004001700009

Ferreira AD, César CC, Malta DC, Andrade ACS, Ramos CGC, Proletti FA, et al. Validade de estimativas obtidas por inquérito telefônico: comparação entre VIGITEL 2008 e Inquérito Saúde em Beagá. Rev Bras Epidemiol. 2011;14(Suppl 1):16-30. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2011000500003. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-790X2011000500003

Winer BJ, Brown DR, Michels KM. Statistical Principles in Experimental Design. 2a ed. New York: McGraw-Hill; 1971.

Allen M, Kelly K, Fleming I. Hypertension in elderly patients recommended systolic targets are not evidence based. Can Fam Physician. 2013 [acesso em 2013 Jul 10];59:19-21. Disponível em: http://www.cfp.ca/content/59/1/19.full. DOI: https://doi.org/10.17851/1982-0739.19.1.59-75

Chrysant SG. Treating blood pressure to prevent strokes: the age factor. World J Cardiol. 2013;5(3):22-7. http://dx.doi.org/10.4330/wjc.v5.i3.22. DOI: https://doi.org/10.4330/wjc.v5.i3.22

Olives C, Myerson R, Mokdad AH, Murray CJL, Lim SS. Prevalence, awareness, treatment, and control of hypertension in United States countries, 2001-2009. PloS ONE. 2013;8(4):1-8. http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0060308. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0060308

Asekun-Olarinmoye EO, Akinwuse PO, Adebimpe WO, Isawumi MA, Hassan MB, Olowe OA, et al. Prevalence of hypertension in the rural adult population of Osun State, southwestern Nigeria. Int J Gen Med. 2013;6:317-22. http://dx.doi.org/10.2147/IJGM.S42905. DOI: https://doi.org/10.2147/IJGM.S42905

Gao Y, Chen G, Tian H, Lin L, Lu J, Weng J, et al. Prevalence of hypertension in China: a cross-sectional study. PLoS ONE. 2013;8(6):1-8. http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0065938. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0065938

Diniz MA, Tavares DMS, Rodrigues LR. Características sócio-demográficas e de saúde entre idosos com hipertensão arterial. Ciênc Cuid Saúde. 2009;8(4):607-14. http://dx.doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v8i4.9689. DOI: https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v8i4.9689

Oca-Rodríguez A, Naranjo-Herrera Y, Medina-González G, Hernández-Martinéz B, Jorge-Molina M. Características clínico-epidemiológicas de la hipertensión arterial con relación a variables modificables y no modificables. Rev Soc Peru Med Interna. 2012;25(2):70-3.

Barros MBA, Francisco PMSB, Lima MG, César CLG. Social inequalities in health among the elderly. Cad Saúde Pública. 2011;27(Suppl 2):198-208. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2011001400008. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2011001400008

Zavatini MA, Obreli-Neto PR, Cuman RKN. Estratégia saúde da família no tratamento de doenças crônico-degenerativas: avanços e desafios. Rev Gaúcha Enferm. 2010 [acesso em 2013 Jul 10];31(4):647-54. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/13275. DOI: https://doi.org/10.1590/S1983-14472010000400006

Cotta RMM, Batista KCS, Reis RS, Souza GA, Dias G, Castro FAF, et al. Perfil sociossanitário e estilo de vida de hipertensos e/ou diabéticos, usuários do Programa de Saúde da Família no município de Teixeiras, MG. Ciênc Saúde Coletiva. 2009;14(4):1251-60. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232009000400031. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232009000400031

Trindade TG. Associação entre extensão dos atributos de Atenção Primária e qualidade do manejo da hipertensão arterial em adultos adscritos à rede de Atenção Primária à Saúde de Porto Alegre [Dissertação]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2007.

Waldman EA, Novaes HMD, Albuquerque MFM, Latorre MRDO, Ribeiro MCSA, Vasconcellos M, et al. Inquéritos populacionais: aspectos metodológicos, operacionais e éticos. Rev Bras Epidemiol. 2008;11(Suppl 1):168-79. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2008000500018. DOI: https://doi.org/10.1590/S1415-790X2008000500018

Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Vigilância em Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar. VIGITEL Brasil 2008: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Rio de Janeiro: MS; 2009.

Bernal R, Silva NN. Cobertura de linhas telefônicas residenciais e vícios potenciais em estudos epidemiológicos. Rev Saúde Pública. 2009;43(3):421-26. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102009005000024. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-89102009005000024

Downloads

Publicado

2014-03-20

Como Citar

1.
Mendes GS, Moraes CF, Gomes L. Prevalência de hipertensão arterial sistêmica em idosos no Brasil entre 2006 e 2010. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 20º de março de 2014 [citado 1º de julho de 2022];9(32):273-8. Disponível em: https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/795

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.