Motivos de consulta mais comuns das pessoas atendidas por uma equipe de saúde da família em Fortaleza - CE

  • Karina de Paula Bastos Santos Sistema Municipal Saúde Escola. Fortaleza, CE
  • Marco Túlio Aguiar Mourão Ribeiro Escola de Saúde Pública do Ceará. Fortaleza, CE
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Classificação de Doenças, Registros Médicos

Resumo

Objetivo: conhecer os principais motivos de consulta da população atendida em uma equipe de saúde do município de Fortaleza - CE. Métodos: estudo de caráter quantitativo, exploratório e transversal. Os dados foram coletados a partir dos registros dos atendimentos médicos efetuados durante o primeiro semestre de 2012, extraídos de banco de dados secundário, classificados com a CIAP-2, tabulados no Excel e analisados pelo Epi-Info. Resultados: houve um total de 1044 encontros, 68% para o sexo feminino e 32%, masculino. A faixa etária predominante consistiu de pessoas entre 20-39 anos. Foram encontrados 1985 motivos de consulta. Os capítulos mais comuns foram Geral e Inespecífico, Respiratório, Digestivo, Músculo-Esquelético e Circulatório. Os 30 principais motivos de consulta corresponderam a 51,49% do total. Houve grande variedade de demandas trazidas pelas pessoas e a maioria dos motivos esteve relacionada com a demanda programada. Conclusão: a CIAP-2 possibilitou uma avaliação minuciosa da demanda. Esse estudo pode servir como instrumento para auxiliar a equipe de saúde no cuidado das pessoas, por meio de capacitação, organização da clínica e ações comunitárias e individuais para enfrentamento dos problemas.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Karina de Paula Bastos Santos, Sistema Municipal Saúde Escola. Fortaleza, CE
Sou médica de família, fiz residência no PRMMFC pela Prefeitura de Fortaleza e atualmente trabalho em Florianópolis, num centro de saude.
Marco Túlio Aguiar Mourão Ribeiro, Escola de Saúde Pública do Ceará. Fortaleza, CE
Professor da Universidade Federal do Ceará e Diretor de pós-graduação em Saúde da Escola de Saúde Pública do Ceará. Exerce a preceptoria na Residencia de Medicina de Famíla e Comunidade do município de Fortaleza . 

Referências

Starfield B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde; 2002. 726p.

McWhinney IR, Freeman T. Manual de medicina de família e comunidade. 3a ed. Porto Alegre: Artmed; 2010. p.472.

Gusso GDF. Diagnóstico de demanda em Florianópolis utilizando a classificação internacional de atenção primária. 2a ed (CIAP 2) [Tese de doutorado]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2009. 212p.

Lamberts H, Meads S, Wood M. Classification of reasons why persons seek primary care: pilot study of a new system. Public Health Rep. 1984;99(6):597-605.

Soler JK, Okkes I, Wood M, Lamberts H. The coming of age of ICPC: celebrating the 21st birthday of the International Classification of Primary Care. Fam Pract. 2008;25(4):312-7. DOI: http://dx.doi.org/10.1093/fampra/cmn028

Lebrão ML. Classificação internacional de motivos da consulta para atenção primária: testes em algumas áreas brasileiras. Rev Saúde Pública. 1985;19(1):69-78. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101985000100008

Landsberg GAP, Savassi LCM, Sousa AB, Freitas JMR, Nascimento JLS, Azagra R. Análise de demanda de Medicina de Família no Brasil utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária. Ciênc Saúde Coletiva. 2012;17(11):3025-36. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012001100019

Gusso GDF. Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP 2) [Tese de Doutorado]. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; 2009.

Pimentel IRS, Coelho BC, Lima JC, Ribeiro FG, Sampaio FPC, Pinheiro RP et al. Caracterização da demanda em uma Unidade de Saúde da Família. Rev Bras Med Fam. 2011;6(20):175-81. DOI: http://dx.doi.org/10.5712/rbmfc6(20)95

Okkes IM, Polderman GO, Fryer GE, Yamada T, Bujak M, Oskam SK, et al. The role of family practice in different health care systems: a comparison of reasons for encounter, diagnoses, and interventions in primary care populations in the Netherlands, Japan, Poland, and the United States. J Fam Pract. 2002;51(1):72-3. http://www.jfponline.com/pages.asp?aid=1085.

Wun Y, Lu X, Liang W, Dickinson J. The work by the developing primary care team in China: a survey in two cities. Fam Pract. 2000;17(1):10-5. DOI: http://dx.doi.org/10.1093/fampra/17.1.10

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva. Cadernos de Atenção Básica número 26. Brasília; 2010.

Mash B, Fairall L, Adejayan O, Ikpefan O, Kumari J, Mathee S, et al. A morbidity survey of South African primary care. PLoS One. 2012;7(3):e32358. DOI: http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0032358

Moth G, Olesen F, Vedsted P. Reasons for encounter and disease patterns in Danish primary care: changes over 16 years. Scand J Prim Health Care. 2012;30(2):70-5. DOI: http://dx.doi.org/10.3109/02813432.2012.679230

Rosendal M, Vedsted P, Christensen KS, Moth G. Psychological and social problems in primary care patients - general practitioners’ assessment and classification. Scand J Prim Health Care. 2013;31(1):43-9. DOI: http://dx.doi.org/10.3109/02813432.2012.751688

Gusso GDF, Poli Neto P. Gestão da Clínica. In: Gusso GDP, Lopes JMC, eds. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed; 2012. p.159-66.

Publicado
2015-12-30
Como Citar
Santos, K. de P. B., & Ribeiro, M. T. A. M. (2015). Motivos de consulta mais comuns das pessoas atendidas por uma equipe de saúde da família em Fortaleza - CE. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 10(37), 1-11. https://doi.org/10.5712/rbmfc10(37)831
Seção
Artigos de Pesquisa