Caracterização da demanda em uma Unidade de Saúde da Família

  • Ítalo Rossy Sousa Pimentel Universidade Estadual do Ceará - UECE
  • Bhagavan de Castro Coelho Universidade Estadual do Ceará - UECE
  • Jussiê Correia Lima Universidade Estadual do Ceará - UECE
  • Fabrício Gurgel Ribeiro Universidade Estadual do Ceará - UECE
  • Felipe Pereira de Castro Sampaio Universidade Estadual do Ceará - UECE
  • Rômulo Pedroza Pinheiro Universidade Estadual do Ceará - UECE
  • Fernando dos Santos Rocha Filho Prefeitura Municipal de Fortaleza, Ceará (CE)
Palavras-chave: Referência e Consulta, Sinais e Sintomas, Doença, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Introdução: Os motivos de atendimento nas Unidades de Saúde da Família são diversos. Entretanto, é importante diagnosticar-se as principais necessidades da população para que o sistema de atenção básica à saúde possa se reorganizar, no sentido de solucionar os problemas mais prevalentes na população. Neste contexto, torna-se estratégico para a organização da Atenção Primária à Saúde o aperfeiçoamento de programas assistenciais neste nível, principalmente a Estratégia de Saúde da Família, por meio do conhecimento do perfil da demanda que procura a rede instalada de Unidade de Saúde da Família. Objetivos: Realizar uma análise do perfil demográfico da população em estudo, enfatizando o gênero e a faixa etária mais prevalente dos usuários de uma Unidade de Saúde da Família, destacando quais doenças, sinais e sintomas são mais comuns nessa população; descrever os principais motivos de atendimento na Unidade de Saúde da Família e destacar os encaminhamentos para serviços especializados em tal lugar. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo. O presente estudo foi realizado na Unidade de Saúde da Família Luís Albuquerque Mendes, localizada em Fortaleza, no Ceará, de fevereiro a junho de 2010. Resultados: A prevalência de mulheres e pessoas com idade acima de 40 anos nessa Unidade de Saúde da Família foi de 72,2 e 54,5%, respectivamente. O motivo mais comum de atendimento na Unidade foi a hipertensão arterial sistêmica, com prevalência de 15,2%. Em relação aos sintomas mais frequentes, a lombalgia ficou em primeiro lugar, com 13,8%, e a cefaleia em segundo, com 6,9%. A doença mais prevalente foi a hipertensão arterial sistêmica com 37%. Apenas 1,6% dos usuários procuraram a Unidade para pedir encaminhamentos a serviços especializados. Conclusões: Este estudo ajudou a caracterizar o perfil demográfico dos usuários de uma Unidade de Saúde da Família, como também diagnosticou as principais causas de atendimento, destacando-se as queixas e as doenças mais prevalentes.

Métricas

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Ítalo Rossy Sousa Pimentel, Universidade Estadual do Ceará - UECE
Interno da Faculdade de Medicina da Universidade de Estadual do Ceará (UECE). Fortaleza, Ceará.
Bhagavan de Castro Coelho, Universidade Estadual do Ceará - UECE

Interno da Faculdade de Medicina da Universidade de Estadual do Ceará (UECE). Fortaleza, Ceará.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Jussiê Correia Lima, Universidade Estadual do Ceará - UECE

Interno da Faculdade de Medicina da Universidade de Estadual do Ceará (UECE). Fortaleza, Ceará.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Fabrício Gurgel Ribeiro, Universidade Estadual do Ceará - UECE
Atualmente é estudande de Medicina pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e presidente da Liga de Clínica Médica da UECE.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Felipe Pereira de Castro Sampaio, Universidade Estadual do Ceará - UECE

Interno da Faculdade de Medicina da Universidade de Estadual do Ceará (UECE). Fortaleza, Ceará.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Rômulo Pedroza Pinheiro, Universidade Estadual do Ceará - UECE
Atualmente é acadêmico de Medicina da Universidade Estadual do Ceará, estudante do Grupo de Pesquisa em Transplantes da Universidade Estadual do Ceará, membro da Liga Acadêmica de Emergência da Universidade Estadual do Ceará, membro titular discente do concen-cs da Universidade Estadual do Ceará. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Medicina.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Fernando dos Santos Rocha Filho, Prefeitura Municipal de Fortaleza, Ceará (CE)
Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (1981) e mestrado em Saúde Pública pela Universidade Estadual do Ceará (2004). Atualmente é membro do sistema de saúde-escola - Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza e Professor substituto do Curso de Medicina da UECE (Saúde Coletiva e Medicina de Família e Comunidade). Tem experiência na área de Medicina, atuando principalmente nos seguintes temas: pediatria, clinica geral, saúde da família, avaliação econômica em saúde.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

Referências

Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Seminário do CONASS para construção de consensos. Brasília: CONASS; 2004.

Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre a necessidade de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde; 2002.

Porto Alegre. Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição. Núcleo de Epidemiologia. Estudo da Demanda Ambulatorial. Porto Alegre: Secretaria Municipal de Saúde; 2002.

Radaeli SM, Takeda SMP, Gimeno LID, Wagner MB, Kanter FJ, Mello VM, et al. Demanda de serviço de saúde comunitária na periferia de área metropolitana. Rev Saúde Pública. 1990; 24(3): 232-40. http://dx.doi. org/10.1590/S0034-89101990000300010

Organização Mundial de Saúde. Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação: relatório mundial. Brasília: Organização Mundial de Saúde; 2003.

Salvio RCNS, Salek MPC, Goicochea AE, Teixeira RJ, Anderson MIP. Inquérito de morbidade de serviço de primeiro atendimento ambulatorial em hospital universitário. Rev bras med fam comunidade. 2008; 4(14): 91-101.

Carvalho MS, D’orsi E, Prates EC, Toschi WDM, Shiraiwa T, Campos TP, et al. A survey of demand for medical care in three public health clinics in Rio de Janeiro, Brazil. Cad Saúde Pública. 1994; 10(1): 17-29. http:// dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1994000100003

Riveira FJH. Agir comunicativo e planejamento social: uma crítica ao enfoque estratégico. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1995.

Faleiros JJ, Martinez JC, Piccini RX, Adures TRML, Neto JISM, Silva DB. Motivos de consultas mais freqüentes e utilização de um serviço de atenção primária à saúde. Rev Assoc Med Rio Grande do Sul. 1985; 29(4): 297-300.

Duncan BB. Medicina Ambulatorial: condutas clínicas em atenção primária. 2 ed. Porto Alegre: Artmed; 1996.

Faleiros JJ, Piccini RX, Gigante AG, Neutzling MB. Praticando e ensinando medicina na comunidade: A Assistência Médica. Rev Bras Ed Med. 1986; 10(2): 98-104.

Azeredo CM, Cotta RM, Schott M, Maia TM, Marques ES. Assessment of sanitation and housing conditions: the importance of home visits in the Family Health Program context. Rev Cienc Saúde Col. 2007; 12(3): 743-53. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232007000300025

Magnago RF, Moreira DS, Cunha L, Sakae TM. Perfil dos usuários do posto de saúde da família do bairro de Humaitá, Tubarão - SC. Arq Cat Med. 2009; 8(2): 12-20.

Sala A, Nemes MIB, Cohen DD. Metodologia de avaliação do trabalho na atenção primária à saúde. Cad Saúde Pública. 1998; 14(4): 741-51. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1998000400016

Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Caderno de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 1997.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Hipertensão arterial sistêmica para o Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.

King H, Aubert RE, Herman WH. Global Burden of Diabetes, 1995-2025. Diabetes Care. 1998; 21(9): 1414-31. http://dx.doi.org/10.2337/ diacare.21.9.1414

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Melittus. Brasília: Ministério da Saúde; 2001.

Brasil. Ministério da Saúde. Hiperdia: Sistema de Cadastramento e Acompanhamentos de Hipertensos e Diabéticos. Brasília: Ministério da Saúde; 2007.

Santos KGI, Silva MAG, Pereira JS. Prevalência de lombalgia em praticantes de exercício contra-resistência. Fisioter Bras. 2004; 5(1): 37-43.

Moraes ERP, Silva MAG, Pereira JS. A prevalência de lombalgia em capoeiristas do Rio de Janeiro. Fisioter Bras. 2003; 4(5): 311-9.

Silva GV, Bonfim ABC, Silva MAG, Rodrigues CG, Consedy F, Andrade JF. Disfunção muscular em pilotos de helicóptero. Fisioter Bras. 2005; 6(4): 281-9.

Von Korff M, Dunn KM. Chronic pain reconsidered. Pain. 2008; 138: 267-76. http://dx.doi.org/10.1016/j.pain.2007.12.010

Loney P, Stratford P. The prevalence of low back pain in adults: a methodological review of the literature. Phys Ther. 1999; 79(4): 384-96.

Rasmussen BK. Epidemiology and socio-economic impact of headache. Cephalalgia. 1999; 19(25): 20-3.

Teixeira MJ. Tratamento multidisciplinar do doente com dor. In: Carvalho MMMJ, editor. Dor: um estudo multidisciplinar. São Paulo: Summus; 1999. p. 77-85.

Lemos TV, Souza JL, Luz MM. Métodos McKenzie vs. Williams: uma reflexão. Fisioter Bras. 2003; 4(1): 67-71.

Aniche RA. Incidência da lombalgia de acordo comidade, sexo e profissão em uma clínica de ortopedia de São Paulo. [monografia]. Ribeirão Preto: Universidade de Ribeirão Preto; 1993.

Van der Roer N, van Tulder MW, Barendse JM, Van Mechelen W, Franken WK, Ooms AC, et al. Cost-effectiveness of an intensive group training protocol compared to physiotherapy guideline care for sub-acute and chronic low back pain: design of a randomized controlled trial with an economic evaluation. BMC Musculoskelet Disord. 2004; 5: 45-51. http:// dx.doi.org/10.1186/1471-2474-5-45

Fernandes RCP, Carvalho FM. Doença do disco intervertebral em trabalhadores da perfuração de petróleo. Cad Saúde Pública. 2000; 16: 661-9. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2000000300014

Noriega-Elio M. La polémica sobre lãs lumbalgias y su relación com el trabajo: estudio restropetivo em trabajadores com invalidez. Cad Saúde Pública. 2005; 21(3): 887-97. http://dx.doi.org/10.1590/S0102311X2005000300023

Diepenmaat AC, van der Wal MF, de Vet HC, Hirasing RA. Neck/shoulder, low back, and arm pain in relation to computer use, physical activity, stress, and depression among Dutch adolescents. Pediatrics. 2006; 117: 412-6. http://dx.doi.org/10.1542/peds.2004-2766

Tavafian SS, Jamshidi A, Mohammad K, Montazeri A. Low back pain education and short term quality of life: a randomized trial. BMC Musculoskelet Disord. 2007; 8: 21. http://dx.doi.org/10.1186/1471-2474-8-21

Bratton RL. Assessment and management of acute low back pain. Am Fam Physician. 1999; 60(8): 2299-308.

Barret EJ. Primary care for women: assessment and management of headache. Nurse Midwifery. 1996; 41: 117-24.

White KI, Williams TF, Greenberg BG. The ecology of medical care. N Engl J Med. 1961; 265: 885-92. http://dx.doi.org/10.1056/ NEJM196111022651805

Green LA, Yawn BP, Lanier D, Dovey SM, Novo W. The ecology of medical care revisited. N Engl J Med. 2001; 344: 2021-5. http://dx.doi. org/10.1056/NEJM200106283442611

Piccini RX, Victora CG. Hipertensão arterial sistêmica em área urbana no Sul do Brasil: prevalência e fatores de risco. Rev Saúde Pública. 1994; 28: 261-7. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101994000400004

Publicado
2011-08-11
Como Citar
Pimentel, Ítalo R. S., Coelho, B. de C., Lima, J. C., Ribeiro, F. G., Sampaio, F. P. de C., Pinheiro, R. P., & Rocha Filho, F. dos S. (2011). Caracterização da demanda em uma Unidade de Saúde da Família. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade, 6(20), 175-181. https://doi.org/10.5712/rbmfc6(20)95
Seção
Artigos de Pesquisa