Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade https://www.rbmfc.org.br/rbmfc <p>A Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (RBMFC) é um periódico revisado por pares publicado pela&nbsp;<a href="https://www.sbmfc.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade</a>. Os artigos são publicados de forma contínua ao longo do ano, e podem ser lidos e redistribuídos gratuitamente. Autores em potencial devem tomar conhecimento das&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about">políticas editorias</a>&nbsp;da RBMFC, começando pelo&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about#focusAndScope">foco e escopo</a>&nbsp;do periódico e a&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about#sectionPolicies">política da seção pretendida</a>, facilitando a adesão às&nbsp;<a href="https://rbmfc.org.br/rbmfc/about/submissions#authorGuidelines">diretrizes para autores</a>.</p> <p>Atenciosamente,</p> <p>Prof. Dr. Thiago Dias Sarti</p> <p>Prof. Dr.&nbsp;Leonardo Ferreira Fontenelle</p> Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) pt-BR Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade 1809-5909 <p class="Textbody">Ao submeterem um manuscrito à RBMFC, os autores mantêm a titularidade dos direitos autorais sobre o artigo, e autorizam a RBMFC a publicar esse manuscrito sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">licença </a><em><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons</a></em><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR"> Atribuição 4.0</a> e identificar-se como veículo de sua publicação original.</p> Pesquisar para quê? https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2369 <p>Para contribuir com a atenção primária à saúde, a pesquisa em medicina de família e comunidade precisa evitar quatro fatores que têm levado ao desperdício da pesquisa biomédica em nível mundial: questões de pesquisa irrelevantes; métodos inadequados para alcançar os objetivos da pesquisa; lentidão e inadequação da publicação dos resultados; relato da pesquisa obscuro e pouco transparente. Neste editorial, introduzimos medidas para os autores garantirem o impacto de sua pesquisa, e apresentamos novas políticas editoriais da RBMFC.</p> Leonardo Ferreira Fontenelle Thiago Dias Sarti Copyright (c) 2020-01-31 2020-01-31 15 42 2319 2319 10.5712/rbmfc15(42)2369 Acesso aberto a artigos, dados e materiais de pesquisa na RBMFC https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2671 <p>Acesso aberto aos artigos, dados e materiais de pesquisa são alguns elementos-chave da ciência aberta, um movimento plural que visa a transformar a criação e a comunicação do conhecimento científico. Graças à publicação de artigos em acesso aberto e à adoção de boas práticas editoriais, a RBMFC tem seus artigos indexados na LILACS e, mais recentemente, no DOAJ. A RBMFC também adota as diretrizes <em>Transparency and Openness Promotion</em> do <em>Center for Open Science</em>, e disponibiliza suas referências na CrossRef em domínio público, graças ao que a revista foi incluída no índice de citações <em>OpenCitations</em>. Com isso, a RBMFC espera tornar mais acessível, democrática e eficiente a pesquisa em medicina de família e comunidade e atenção primária à saúde.</p> Leonardo Ferreira Fontenelle Thiago Dias Sarti Copyright (c) 2020 Leonardo Ferreira Fontenelle, Thiago Dias Sarti https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-10-15 2020-10-15 15 42 2671 2671 10.5712/rbmfc15(42)2671 Adaptação transcultural do instrumento para exame do pé diabético em 3 minutos https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2008 <p><strong>Introdução: </strong>O “How to do a 3-minute diabetic foot exam”, elaborado por Armstrong et al foi projetado para fornecer aos profissionais de saúde uma forma aprofundada, resumida e facilmente aplicável para avaliar os pés do paciente diabético na Atenção Primária à Saúde. <strong>Objetivo: </strong>Traduzir para a língua portuguesa, adaptar ao contexto cultural brasileiro e testar as propriedades de medidas deste instrumento. <strong>Métodos: </strong>Seguindo orientação padrão da literatura, o instrumento foi traduzido para o português, adaptado culturalmente e testado em relação à reprodutibilidade, validade de face, conteúdo e construto. Nas etapas de adaptação cultural e validação foram entrevistados 30 profissionais de saúde e 60 pacientes, respectivamente. <strong>Resultados: </strong>O instrumento foi adaptado ao contexto linguístico e cultural da população&nbsp;mantendo todas as características essenciais do instrumento original em Inglês e sendo preservadas as equivalências idiomática, semântica, conceitual e cultural. Todos os itens do instrumento apresentaram concordância calculado pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC) &gt; 0,9. O α de Cronbach foi de 0,67. O Coeficiente de Correlação Intraclasse interobservador foi de 0,73 (IC95%:0,58-0,85) e intraobservador foi de 0,65 (IC95%: 0,45-0,81), demostrando uma reprodutibilidade satisfatória. O instrumento e o teste do monofilamento apresentaram correlação positiva com significância estatística (ρ = 0,41; p &lt;0,01). <strong>Conclusão: </strong>Este trabalho traduziu para a língua portuguesa, adaptou ao contexto cultural brasileiro e testou as propriedades de medidas do instrumento americano: “How to do a 3-minute diabetic foot exam”.&nbsp;</p> Maria Luiza Rennó Moreira Baldassaris Beatriz Bertolaccini Martínez Copyright (c) 2020 Maria Luiza Rennó Moreira Baldassaris, Beatriz Bertolaccini Martínez https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-12 2020-02-12 15 42 2008 2008 10.5712/rbmfc15(42)2008 Frequência de sofrimento emocional é elevada em pessoas com diabetes assistidas na atenção primária https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2078 <p><strong>Introdução:</strong> Pessoas com diabetes podem sofrer com o estresse da doença e apresentar sentimentos como culpa, raiva, medo e depressão, que caracterizam o Sofrimento Emocional Específico da Diabetes. <strong>Objetivo:</strong> estimar a frequência desse sofrimento e seus fatores associados em pessoas assistidas na atenção primária em Blumenau, Santa Catarina. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de estudo transversal. Pessoas com diabetes assistidas por 4 equipes de saúde da família (n=196) responderam ao questionário “<em>Problems Areas in Diabetes</em>”, que apresenta 20 questões em 4 subdimensões, além de questões sobre suas características sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade) e clínicas (tempo de doença, uso de insulina e medicação antidepressiva). Estimou-se os escores de sofrimento geral e subdimensões com base na soma das respostas em escala de 0 (melhor) a 100 (pior). Mediu-se a frequência do sofrimento emocional grave (escore &gt;40) e sua associação com as variáveis de estudo por regressão logística não condicional. <strong>Resultados:</strong> Participaram 196 pessoas, 58,2% eram mulheres, 26,2% faziam uso de insulina e 20,6% de antidepressivos. A idade média foi de 61,6 anos, o tempo médio de tratamento de diabetes foi 9,5 anos. O escore médio de sofrimento emocional foi de 33,6 (dp=27,6) e mediana de 23,8. 36,2% dos participantes apresentaram sofrimento emocional grave. O sofrimento emocional grave se mostrou principalmente entre pessoas com 19 a 64 anos (OR=2,1, IC95%1,1 - 4,1), com tempo de doença de 2 a 5 anos (OR=6,4; IC95% 1,1 - 36,1) e 5 anos e mais (OR=5,4; IC95% 1,1 - 28,8) e em uso de medicação antidepressiva (OR=2,8 IC95% 1,3 - 6,0). <strong>Conclusão:</strong> Mais de um terço das pessoas com diabetes tem sofrimento emocional grave, marcadamente os adultos com mais tempo de doença e com tratamento para depressão. Sugere-se que essas pessoas tenham seu cuidado priorizado pelas equipes de saúde na atenção primária.</p> Juliana Andrade Goes Karla Ferreira Rodrigues Ana Carolina de Avila Aline Geisler Amanda Maieski Carlos Roberto de Oliveira Nunes Joao Luiz Gurgel Calvet da Silveira Ernani Tiaraju de Santa Helena Copyright (c) 2020 Juliana Andrade Goes, Karla Ferreira Rodrigues, Ana Carolina de Avila, Aline Geisler, Amanda Maieski, Carlos Roberto de Oliveira Nunes, Joao Luiz Gurgel Calvet da Silveira, Ernani Tiaraju de Santa Helena https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-18 2020-02-18 15 42 2078 2078 10.5712/rbmfc15(42)2078 Elaboração e validação do protocolo de desprescrição do clonazepam em idosos https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2105 <p><strong>Introdução:</strong> Algumas alterações fisiológicas que ocorrem no indivíduo idoso favorecem o acúmulo e a intoxicação por medicamentos. Dentre estes, podemos citar a classe dos benzodiazepínicos, medicamentos que, apesar de amplamente prescritos, principalmente para tratamento de distúrbios do sono e ansiedade, são considerados potencialmente inapropriados para o uso em idosos. Portanto, a elaboração de protocolos para desprescrição desses medicamentos é estratégia necessária na gestão do cuidado dos pacientes geriátricos. Objetivo: Elaborar e validar um protocolo de desprescrição do clonazepam para idosos que fazem uso deste medicamento para ansiedade ou insônia. <strong>Métodos</strong>: Estudo metodológico, desenvolvido em duas etapas, sendo elas a elaboração e a validação do protocolo de desprescrição do clonazepam para idosos que fazem uso desse medicamento para ansiedade ou insônia, excetuando-se aqueles que preenchem os critérios de exclusão. A elaboração do protocolo resultou em três produtos: um fluxograma de desprescrição, um folheto sobre higiene do sono e um folheto contendo os benefícios da desprescrição do clonazepam sob supervisão médica. A validação do protocolo foi realizada por médicos especialistas, por meio da Técnica de Delphi. Já na validação dos folhetos, participaram, além dos especialistas, indivíduos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos, que não fizessem uso do clonazepam. A partir dos resultados obtidos, foi analisada a concordância da avaliação por meio do Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC), uma vez que essa ferramenta objetiva medir o grau de concordância dos juízes participantes do processo de validação. <strong>Resultados:</strong> O fluxograma foi considerado validado após a segunda rodada de avaliação, pois todos os itens avaliados obtiveram CVC igual ou superior a 0,8 nesta rodada. Os folhetos foram considerados validados já na primeira rodada de avaliação, pois todos os itens também obtiveram CVC superior a 0,8 durante esta rodada. <strong>Conclusão</strong>: Considerando os resultados obtidos, o protocolo se apresenta como uma ferramenta importante ao guiar a conduta médica no processo de desprescrição do clonazepam.</p> André De Oliveira Baldoni Priscilla Ferreira Zadra Luisa Gallo Vilar Marcos Antonio Anacleto Junior Ana Cristina de Lima Pimentel João Victor Loreto Nalon Isadora Montoaneli Bichara Tiago Marques dos Reis Copyright (c) 2020 André De Oliveira Baldoni, Priscilla Ferreira Zadra, Luisa Gallo Vilar, Marcos Antonio Anacleto Junior, Ana Cristina de Lima Pimentel, João Victor Loreto Nalon, Isadora Montoaneli Bichara, Tiago Marques dos Reis https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-16 2020-03-16 15 42 2105 2105 10.5712/rbmfc15(42)2105 Cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária à saúde brasileira https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2094 <p><strong>Introdução:</strong> A necessidade de cuidados paliativos aumentou no âmbito da atenção primária à saúde (APS) do Brasil. <strong>Objetivos:</strong> Caracterizar a prática de cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária brasileira. <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal e descritivo. Médicos de família e comunidade da APS do Brasil responderam a um questionário autoaplicável, com perguntas envolvendo os oito domínios das diretrizes do National Consensus Project for Quality Palliative Care. <strong>Resultados:</strong> Foram analisadas 87 respostas de médicos de família de 34 cidades brasileiras. A maioria dos entrevistados (92%) não teve uma disciplina de cuidados paliativos na graduação. Existe pouca utilização de ferramentas validadas para análise da dor e funcionalidade dos pacientes. Há pouca disponibilidade de equipe multidisciplinar capacitada na APS. Existe deficiência na comunicação do profissional com os pacientes e familiares. Há pouca disponibilidade de medicamentos para controle sintomático de dor e dispneia em pacientes sob cuidados paliativos na APS. <strong>Conclusão:</strong> Existe certa provisão de cuidados paliativos na APS brasileira, porém com insuficiência. Dificuldades na formação médica, pouca disponibilidade de insumos e material humano podem dificultar um melhor provimento de cuidados paliativos na APS brasileira.</p> Caroline Wassmansdorf Mattos Rodrigo D'Agostini Derech Copyright (c) 2020 Caroline Wassmansdorf Mattos, Rodrigo D'Agostini Derech https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-23 2020-03-23 15 42 2094 2094 10.5712/rbmfc15(42)2094 A filosofia da Medicina de Família e Comunidade segundo Ian McWhinney e Roger Neighbour https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1991 <p><strong>Introdução:</strong> O presente artigo revisita os pressupostos filosóficos da Medicina de Família e Comunidade (MFC) a partir dos escritos de Ian McWhinney e Roger Neighbour. <strong>Objetivo:</strong> Fortalecer a discussão sobre as bases teóricas da MFC na academia e nos programas de residência em MFC. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de um ensaio reflexivo que compara e analisa dois dos principais livros da MFC: o clássico “Manual de Medicina de Família” de Ian McWhinney e “The inner physician: why and how to practise ‘Big Picture Medicine’” de Roger Neighbour. <strong>Resultados e Discussão:</strong> Ian McWhinney e Roger Neighbour utilizam a epistemologia de Thomas Kuhn para propor um paradigma diferente à medicina. Nesse processo, os autores desenvolveram propostas distintas, porém complementares, que optamos por categorizar em: (a) paradigma organísmico de McWhinney e quântico de Neighbour; (b) distinção entre a prática generalista e a do especialista focal; e (c) relação médico-paciente e consigo mesmo. <strong>Conclusão:</strong> Para navegar nas incertezas da prática generalista é necessário fomentar e refletir a respeito da essência do MFC, tanto nos cursos de graduação quanto nos programas de residência, para formar profissionais sensíveis à condição humana.</p> Beatriz Ramirez Jaco Armando Henrique Norman Copyright (c) 2020 Beatriz Ramirez Jaco, Armando Henrique Norman https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-04-30 2020-04-30 15 42 1991 1991 10.5712/rbmfc15(42)1991 Bioética, odontologia e atenção primária à saúde https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2036 <p>Objetivo: O objetivo do presente estudo foi analisar se os cirurgiões-dentistas, que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) da Microrregião de Saúde de Viçosa-MG, Brasil, identificariam os problemas bioéticos narrados em um caso fictício apresentado e como lidariam como os mesmos em sua prática profissional. Métodos: Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, realizado através da aplicação de questionário semiestruturado a 48 odontólogos da microrregião. Foram realizadas (i) análise descritiva e (ii) análise de conteúdo de Laurence Bardin. Resultados: Na situação clínica apresentada, 85,4% dos participantes identificaram algum problema bioético, sendo a quebra de sigilo a mais relatada (59,6%). Entretanto, quando questionados sobre qual atitude tomariam, 50,0% dos entrevistados também quebrariam o sigilo em situação análoga. Conclusão: As dificuldades para o embasamento bioético na tomada de decisão, observadas nesse estudo, reafirmam a necessidade de implementação de ações de educação permanente para auxiliar os profissionais no reconhecimento e na correta deliberação frente aos problemas éticos que ocorrem na APS.</p> Renata Maria Colodette Tiago Ricardo Moreira Andréia Patrícia Gomes Rodrigo Siqueira-Batista Copyright (c) 2020 Renata Maria Colodette, Tiago Ricardo Moreira, Andréia Patrícia Gomes, Rodrigo Siqueira-Batista https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-10 2020-05-10 15 42 2036 2036 10.5712/rbmfc15(42)2036 Programa Mais Médicos https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2149 <p>Este artigo analisa os efeitos da inserção de uma médica cubana do Programa Mais Médicos nos processos de trabalho de uma equipe de Saúde da Família, discutindo suas contribuições e desafios à integralidade do cuidado em saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritivo-exploratória, do tipo estudo de caso, realizada em município do estado do Espírito Santo, Brasil, mediante utilização de observação participante, complementada com entrevistas em profundidade e um grupo focal. A análise dos dados foi fundamentada nas teorias do processo de trabalho e da produção intersubjetiva do cuidado em saúde. Os resultados indicam contribuições na ampliação de ações assistenciais e no fortalecimento dos vínculos entre equipe e usuários. Entre os desafios, a persistência de práticas segmentadas por categorias profissionais, subordinadas à figura e aos saberes (bio)médicos, com limitada interação interprofissional e equipe-comunidade na construção de projetos comuns de cuidado.</p> Pablo de Almeida Boiteux Thiago Dias Sarti Rita de Cássia Duarte Lima Copyright (c) 2020 Pablo de Almeida Boiteux, Thiago Dias Sarti, Rita de Cássia Duarte Lima https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-10 2020-05-10 15 42 2149 2149 10.5712/rbmfc15(42)2149 Mídia e saúde https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2211 <p><strong>Introdução:</strong> A mídia é um importante elemento na construção de significados sobre os acontecimentos de saúde, influenciando nas crenças e na formação da opinião popular, tendo especial papel nos processos epidêmicos. No atual cenário epidemiológico do Brasil, que está vivenciando o recrudescimento do sarampo, reintroduzido no país em 2018, os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) devem estar instrumentalizados sobre os sentidos que estão sendo construídos pelos veículos de comunicação. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar o conteúdo midiático que está sendo produzido acerca do atual cenário epidemiológico do sarampo no Brasil, observando que sentidos estão sendo construídos e analisando-os criticamente, traçando um paralelo com o papel que a APS ocupa neste cenário, principalmente no que diz respeito à educação em saúde. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de pesquisa qualitativa, exploratória, na qual realizou-se duas buscas através da ferramenta de busca online Google Notícias. Buscou-se pelo termo ‘sarampo’ e pelos termos ‘sarampo’ e ‘autismo’. Foram catalogados os 50 primeiros resultados, sendo o critério de inclusão que fossem notícias. Utilizou-se a análise de conteúdo, inicialmente, para categorização e inferência, porém foi necessário utilizar instrumentos da análise de discurso para aprofundar algumas subjetividades encontradas. <strong>Resultados:</strong> A busca retornou resultados das cinco regiões do país, todos com postura pró-vacina. A APS foi citada em praticamente todos os resultados encontrados, que frisavam a disponibilidade da vacina gratuitamente neste nível de atenção. As três áreas temáticas encontradas a partir da análise do material foram: “gravidade, sequelas e morte: a produção do sentido do medo”; “vacinação, medidas e ações; e “justificativas para a queda da cobertura vacinal, responsabilização do indivíduo e atribuição do cenário ao movimento antivacina”. <strong>Conclusão:</strong> Conclui-se que o atual cenário epidemiológico do sarampo tem sido encarado como unicausal, o que precisa ser revisto para que as campanhas governamentais e as ações das Equipes de Saúde da Família tornem-se mais efetivas. A estratégia do convencimento pelo medo ou pela obediência mostra-se ineficaz. Pouco ou nada se discute sobre as recentes políticas de desmonte do Sistema Único de Saúde, que têm impacto direto na cobertura da Estratégia de Saúde da Família. Também pouco foi discutido sobre questões de acesso. A compreensão deste cenário sob uma ótica multifacetada e contextualizada ao momento sociocultural e histórico é o ponto central para o sucesso do desfecho.</p> Camila Carvalho de Souza Amorim Matos Copyright (c) 2020 Camila Carvalho de Souza Amorim Matos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-10 2020-05-10 15 42 2211 2211 10.5712/rbmfc15(42)2211 Educação em saúde no aconselhamento contraceptivo para esterilização cirúrgica https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2082 <p>Introdução: O planejamento reprodutivo deve levar em conta as condições de vidas das pessoas e garantir que possam decidir sobre sua reprodução de forma livre e esclarecida. Objetivo: Avaliar a atividade de educação em saúde no processo de aconselhamento contraceptivo para esterilização cirúrgica. Metódos: Trata-se de um estudo observacional descritivo, tipo inquérito. A pesquisa ocorreu no Centro Municipal de Especialidades Médicas da cidade de São Carlos, estado de São Paulo, com a participação dos usuários da atenção básica que manifestaram desejo pela esterilização cirúrgica e compareceram na atividade de educação em saúde, no período de setembro a dezembro de 2016. A coleta de dados foi por meio de questionário estruturado aplicado pelos pesquisadores ao término das atividades de educação em saúde. As respostas das questões foram armazenadas no programa Microsoft Excel 2010 para calcular frequências absolutas, relativas e médias. A análise dos dados quantitativos permitiu a interpretação descritiva das informações. Resultados: Foram realizadas seis atividades de educação em saúde com participação de 45 indivíduos, 26 mulheres (58%) e 19 homens (42%). A idade média das mulheres e dos homens foi 31,4 e 37,5 anos, respectivamente. A maioria tinha dois filhos vivos com o atual parceiro. Os motivos alegados para esterilização cirúrgica foram número suficiente de filhos, questões financeiras desfavoráveis e problemas de saúde da mulher. As dúvidas sobre métodos contraceptivos e procedimentos cirúrgicos foram problematizadas durante educação em saúde e nenhuma nova dúvida surgiu quando os participantes foram entrevistados. Após a educação em saúde, dois casais mostraram-se interessados pela mudança da laqueadura tubária para vasectomia. Chamou à atenção de duas mulheres o dispositivo intrauterino e o contraceptivo hormonal transdérmico, mas mantiveram a escolha pelo método definitivo. Conclusão: As atividades de educação em saúde permitiram aos usuários esclarecimentos de dúvidas sobre a esterilização cirúrgica e reflexão sobre a possibilidade de mudanças para outros métodos contraceptivos.</p> Éder José Franco Camila Marino Sorgi Fernanda Vieira Rodovalho Callegari Maristela Carbol Copyright (c) 2020 Éder José Franco, Camila Marino Sorgi, Fernanda Vieira Rodovalho Callegari, Maristela Carbol https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-19 2020-05-19 15 42 2082 2082 10.5712/rbmfc15(42)2082 Espiritualidade e resiliência na atenção domiciliar https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2213 <p>Introdução: A atenção domiciliar (AD) caracteriza-se por práticas de cuidado que realizam abordagem integral do paciente em seu contexto familiar, socioeconômico e cultural. Religiosidade e espiritualidade atuam como mecanismos de fortalecimento da resiliência. Objetivo: Avaliar a relação entre religiosidade e espiritualidade com resiliência em pacientes em AD de Unidades de Saúde de Atenção Primária à Saúde (US-APS) de Porto Alegre (RS), Brasil. Métodos: estudo quantitativo transversal e descritivo, incluindo 44 adultos de quatro US-APS em AD por condições crônicas e problemas de saúde controlados/compensados com alguma dependência para atividades da vida diária. Foram utilizadas escalas de religiosidade (DUREL), espiritualidade (ARES), resiliência (RS-14), funcionalidade (Katz), sintomas depressivos (PHQ-2), suporte social (mMOS-SS), classificação econômica (ABEP 2016) e grau de severidade das condições clínicas (CIRS-G). Resultados: Pacientes avaliados são majoritariamente de sexo feminino (72,7 %), idosas (média 74 anos), viúvas, brancas, de baixo estrato socioeconômico, baixa escolaridade, aposentadas, com tempo médio de 7,5 anos de restrição domiciliar e grau moderado de resiliência. Os entrevistados apresentam altos índices de religiosidade e espiritualidade, sendo que 90,9% apresentam alta religiosidade intrínseca e 79,6% realizam práticas religiosas privadas uma ou mais vezes ao dia. A maioria (88,6%) considera importante que sua religiosidade e espiritualidade seja abordada em seus atendimentos de saúde, mas somente 20,5% já foram questionados sobre tal temática. Resiliência associou-se à maior espiritualidade (B=0,44; p=0,02), controlando-se este efeito para suporte social e sintomas depressivos; e à maior idade (B=0,18; p=0,02). Conclusão: O estudo corrobora a relevância da dimensão de religiosidade e espiritualidade e indica seu papel na promoção de resiliência nesta população em AD. Recomenda-se a abordagem da religiosidade e espiritualidade com esses indivíduos, fortalecendo o cuidado integral preconizado pela APS.</p> Rafaela Brugalli Zandavalli Júlia Barth dos Santos da Silveira Rubens Miqueletti Bueno Daniel Teixeira dos Santos Eno Dias de Castro Filho Bruno Paz Mosqueiro Copyright (c) 2020 Rafaela Brugalli Zandavalli, Júlia Barth dos Santos da Silveira, Rubens Miqueletti Bueno, Daniel Teixeira dos Santos, Eno Dias de Castro Filho, Bruno Paz Mosqueiro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-19 2020-05-19 15 42 2213 2213 10.5712/rbmfc15(42)2213 Cuidado compartilhado de pessoas vivendo com HIV/AIDS na Atenção Primária https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2066 <p>Introdução: Buscando instituir ações para prevenir e reduzir a transmissão, melhorar o acesso ao tratamento e a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHIV), a rede municipal de saúde de Florianópolis implantou entre 2015 e 2016 uma nova forma de suporte em Infectologia para a Atenção Primária a Saúde (APS). Objetivo: Descrever os resultados encontrados no município no processo de descentralização e cuidado compartilhado de pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHIV) com a APS de Florianópolis. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo. Os dados foram obtidos de relatórios do prontuário eletrônico local e a partir de questionário estruturado aplicado junto aos médicos da APS de Florianópolis. Resultados: Entre 2014 e 2018, o número de atendimentos na APS relacionados ao cuidado de PVHIV teve um aumento expressivo, sobretudo após 2016, acompanhado de uma redução de 45,7% na proporção de encaminhamentos para infectologia após a implantação do apoio matricial em infectologia. Aliada à redução da taxa de encaminhamento evidenciou-se a habilidade na prescrição de Terapia Antirretroviral (TARV) por 100% dos médicos da APS entrevistados. Em relação à situação de acompanhamento de PVHIV, exclusivamente sob cuidados da APS, foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os médicos que fazem preceptoria em ensino na graduação e residência e os que são residentes ou tem formação específica em medicina de família e comunidade (MFC) em relação aos médicos sem formação específica. A proporção de médicos que se sentem seguros e confiantes em realizar esse tipo de atendimento na APS também foi significativamente maior entre os médicos que fazem preceptoria e são médicos de família e comunidade. Conclusões: A implantação do Apoio Matricial da Infectologia para a APS trouxe grande avanço para o município de Florianópolis, no que tange ao acesso e qualificação do cuidado das pessoas vivendo com HIV/AIDS. Os resultados foram mais significativos para os profissionais envolvidos com atividades de preceptoria e formação específica em MFC, o que reforça o papel da educação permanente na qualificação da coordenação do cuidado pela APS.</p> Vanessa Karoline Alves de Carvalho Dannielle Fernandes Godoi Filipe de Barros Perini Ana Cristina Vidor Copyright (c) 2020 Vanessa Karoline Alves de Carvalho, Dannielle Fernandes Godoi, Filipe de Barros Perini, Ana Cristina Vidor https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-30 2020-05-30 15 42 2066 2066 10.5712/rbmfc15(42)2066 Diminuição no uso de bebidas alcoólicas e a violência pelo parceiro íntimo https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2263 <p>Introdução: A violência praticada por parceiro íntimo refere-se ao comportamento de parceiros ou ex-parceiros íntimos que resulta em dano físico, sexual ou psicológico, incluindo agressão física, coerção sexual, abuso psicológico e comportamento controlador. Sabe-se que o etilismo está associado ao aumento de tal violência. Objetivo: Analisar se a acompanhante do paciente em abstinência alcoólica referia menor índice de violência nesse período em relação ao tempo em que o mesmo fazia abuso de álcool. Métodos: Estudo observacional transversal no qual foram selecionados homens ex-etilistas atendidos no CAPSad de Maringá e suas parceiras. Foi utilizado um questionário para violência contra parceiro (HITS) composto de 4 perguntas objetivas, cuja pontuação varia de 4 até 20. Valores iguais ou superiores a 10 indicam violência. Resultados: Foram entrevistadas 53 mulheres de diversas faixas etárias e escolaridades. Desse total, 84,9% das participantes apresentaram pontuações menores no teste com o parceiro em abstinência em relação ao período em que o mesmo estava em uso/abuso de álcool. Das mulheres 15,1% não notaram diferença no nível de violência do acompanhante, estivesse ele em uso ou em abstinência alcoólica. Conclusões: Demonstrou-se claramente que o fato de cessar o consumo de bebidas alcoólicas reduziu o índice de violência infligida pelo parceiro.</p> Juliano Kazuo Yoshizawa Lucas Nascimento Pedro Iora Sandra Marisa Pelloso Maria Dalva de Barros Carvalho Copyright (c) 2020 Juliano Kazuo Yoshizawa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-30 2020-05-30 15 42 2263 2263 10.5712/rbmfc15(42)2263 Referências médicas evitáveis em unidade de saúde de Porto Alegre https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2129 <p>Introdução: A análise das referências médicas de pacientes da Atenção Primária à Saúde (APS) para especialidades focais traz questões relevantes para a formulação e administração de políticas do sistema de saúde. A detecção de encaminhamentos potencialmente evitáveis pode permitir um aprimoramento dos processos de trabalho, assim como otimizar a alocação de recursos. Objetivo: Descrever as referências secundárias geradas por médicos de uma Unidade de APS vinculada ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no ano de 2017, e construir critérios para classificá-las, discutindo sua evitabilidade. Métodos: Estudo descritivo-exploratório, baseado em documentação. Os dados foram obtidos no sistema GERCON® (Sistema de Gerenciamento de Consultas da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre/RS). Os encaminhamentos foram classificados conforme seu motivo e também conforme sua evitabilidade. Resultados: Foram gerados 799 encaminhamentos, a 110 especialidades médicas no período. Após a exclusão das especialidades de dermatologia e de pré-natal de alto risco (por mudança nos critérios e fluxos de encaminhamento, durante 2017), restaram 733 referenciamentos. Destes, 582 foram categorizados pelas pesquisadoras como não evitáveis e 151 como evitáveis. Os motivos de encaminhamentos predominantes foram: terapêuticas não disponíveis na APS (34%), recursos diagnósticos não disponíveis em APS (26,5%) e dúvida diagnóstica ou terapêutica (23,2%). Em relação à evitabilidade, foram identificados 20,6% de referenciamentos evitáveis, predominando aqueles que envolviam carência de conhecimentos/habilidades/ atitude do médico. Quanto aos encaminhamentos categorizados como não evitáveis (79,4%), predominaram aqueles efetivados por necessidade de conhecimentos/habilidades/procedimentos não próprios à APS. Conclusão: A construção de um conceito para referências evitáveis, a partir de estudos empíricos, pode enriquecer a gestão de serviços de APS, tendo em vista sua resolutividade. O presente estudo encontrou, nessa Unidade de APS, um baixo percentual de encaminhamentos potencialmente evitáveis.</p> Daniele Moi Trevisol Graziela Melz Eno Dias de Castro Filho Victor Nascimento Fontanive Copyright (c) 2020 Daniele Moi Trevisol, Graziela Melz, Eno Dias de Castro Filho, Victor Nascimento Fontanive https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-11 2020-06-11 15 42 2129 2129 10.5712/rbmfc15(42)2129 Capacidade funcional e risco de quedas em idosos com síndrome metabólica https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2228 <p>Introdução: A síndrome metabólica (SM) é a anormalidade metabólica mais comum na população que predispõe a eventos cardiovasculares e pode estar relacionada à baixa aptidão física e baixa capacidade funcional em idosos. O objetivo deste estudo foi avaliar a interferência das alterações metabólicas na capacidade funcional e no risco de quedas em idosos. Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado com 126 idosos, sendo 58 com síndrome metabólica e 68 sem síndrome metabólica, segundo os critérios da <em>International Diabetes Federation</em>. Os índices de Katz, Tinetti, Timed Up e Go e Berg Scale foram aplicados para avaliar a capacidade funcional. A Escala de Eficácia das Quedas-Escala Internacional (FES-I-Brasil) foi utilizada para avaliar o medo de cair. Para análise estatística, foram utilizados os testes de correlação de Mann-Whitney, Qui-quadrado e Spearman. Resultados: Houve associação dos grupos MetS e non-MetS em relação com os estratos de risco do índice TUG [<em>p</em>=0,02; OR=0,38; IC95% (0,16-0,91)]. Entre esses dois grupos, houve diferença significativa na média dos seguintes marcadores: escala de Berg (<em>p</em>=0,03); TUG (<em>p</em>=0,03); FES-I-Brazil (<em>p</em>=0,02). O índice de Kats e IPAQ não apresentaram associação significativa. Conclusões: Os idosos com SM apresentaram maior risco e medo de quedas quando comparados aos pacientes sem SM. No entanto, não houve variação na capacidade de caminhar ou no equilíbrio.</p> Ramon Repolês Soares Patrícia de Oliveira Salgado Kelvin Oliveira Rocha Luciana Moreira Lima Copyright (c) 2020 Kelvin Oliveira Rocha, Patrícia de Oliveira Salgado, Ramon Repolês Soares, Luciana Moreira Lima https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-23 2020-06-23 15 42 2228 2228 10.5712/rbmfc15(42)2228 Envelhecimento, finitude e morte https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2195 <p>O presente estudo, de caráter qualitativo, descritivo e exploratório, teve como objeto central estudar, através das suas narrativas, a percepção de idosos ativos, com idade de sessenta anos ou mais, sobre aspectos relacionados ao envelhecimento, à finitude e à morte. O objetivo principal foi explorar como estas temáticas poderiam ser abordadas por médicos de família e comunidade e outros profissionais de saúde na Atenção Primária (AP), e desta forma contribuir para um cuidado mais adequado às pessoas e às famílias, em relação à vivência destas últimas etapas da vida. Foram realizadas e gravadas 10 entrevistas com uma amostra de idosos acompanhados em uma Clínica da Família do Rio de Janeiro. A seguir, foram transcritas para estudo por análise de conteúdo segundo Bardin, tendo por base categorias previamente definidas conforme estruturação do questionário aplicado nas entrevistas. Percebeu-se uma necessidade de os idosos conversarem sobre esses temas, mas há carência de espaços para reflexões sobre morte e, principalmente, sobre envelhecimento. Em relação a este, foram obtidos relatos interessantes sobre a diferenciação entre envelhecer e ficar velho. Avalia-se que este estudo trouxe reflexões relevantes sobre a temática além de contribuições para a formação de profissionais e o desenvolvimento de atividades no âmbito da AP e dos Cuidados Paliativos em assuntos relacionados à abordagem de pessoas e famílias passando por situações de envelhecimento, finitude, proximidade da morte e da própria morte, em si.</p> Pedro Igor Daldegan de Oliveira Maria Inez Padula Anderson Copyright (c) 2020 PEDRO IGOR DALDEGAN DE OLIVEIRA, Maria Inez Padula Anderson https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-23 2020-06-23 15 42 2195 2195 10.5712/rbmfc15(42)2195 Absenteísmo de usuários https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2239 <p>Introdução: O absenteísmo dos usuários aos serviços de saúde é um fenômeno que vem impactando a atenção à saúde. Objetivo: Identificar a evidência científica disponível sobre as possíveis causas do absenteísmo dos usuários aos serviços de saúde. Métodos: Este estudo analisou 34 publicações, classificadas em três unidades temáticas: barreiras do acesso; impacto dos serviços como determinante da saúde dos usuários; fatores condicionantes e facilitadores do acesso. Resultados: Enfrentar o absenteísmo exige a compreensão das desigualdades sociais, requer conhecimento sobre a organização dos serviços de saúde, dos determinantes sociais e das relações que ocorrem entre os grupos no contexto social. As principais razões para o absenteísmo são evitáveis e pode se beneficiar de intervenções para melhoria dos serviços de saúde. Conclusões: O conhecimento das barreiras e determinantes do acesso permite compreender as possíveis causas do absenteísmo e suas consequências, a fim de fundamentar a tomada de decisões que possibilitem a correção ou minimização de riscos e de prejuízos econômicos, na administração dos serviços públicos de saúde.</p> Cynthia Moura Louzada Farias Lorrane Moraes Carolina Dutra Degli Esposti Edson Theodoro Santos Neto Copyright (c) 2020 Cynthia Moura Louzada Farias, Edson Theodoro Santos Neto, Carolina Dutra Degli Esposti, Lorrane Moraes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-23 2020-06-23 15 42 2239 2239 10.5712/rbmfc15(42)2239 Avaliação da implantação do acesso avançado nos indicadores de qualidade de uma unidade de saúde https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2360 <p>Objetivos: O objetivo principal foi analisar os indicadores de acesso da unidade de saúde (US) Sesc, antes e após a implantação do acesso avançado (AA). Como objetivo secundário, foram analisados os indicadores de desempenho da US Sesc, antes e após o AA. Métodos: Estudo transversal descritivo com análise dos dados obtidos mensalmente do sistema de informação em saúde do Grupo Hospitalar Conceição, comparando o período de novembro/16 -outubro/17 com novembro/17 - outubro/18. Resultados: Após o AA, o número de atendimentos médicos aumentou 8%, o absenteísmo nas consultas diminuiu de 6,9% para 3% e o número de pacientes diferentes atendidos teve um acréscimo de quase 5%. Em relação ao controle de doenças crônicas, o número de hipertensos atendidos cresceu e também houve um aumento na porcentagem de hipertensos controlados, passando de 74% para 77%. O número de diabéticos atendidos aumentou, assim como a porcentagem de diabéticos controlados subiu de 73% para 81%. Houve uma diminuição de quase 10% de atendimentos a pacientes vinculados à US nos serviços de atenção secundária de referência. Discussão: É possível considerar que a implantação do AA na US Sesc foi associada a uma melhoria dos indicadores de acesso, bem como da maior parte dos indicadores de desempenho analisados.</p> Pedro Pablo de Gusmão Bonilla Lucas Wollmann Copyright (c) 2020 Pedro Pablo de Gusmão Bonilla, Lucas Wollmann https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-07-17 2020-07-17 15 42 2360 2360 10.5712/rbmfc15(42)2360 Políticas editoriais sobre autoria local na saúde rural https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2349 <p>Introdução: O envolvimento da comunidade na pesquisa em saúde beneficia potencialmente pesquisadores, instituições e pessoas locais. Objetivo: Este trabalho analisa as políticas de periódicos de saúde em busca de instruções de autoria local e recomendações específicas claras sobre questões éticas para pesquisas em comunidades de áreas rurais ou remotas de países de baixa e média renda. Métodos: Uma pesquisa na Biblioteca Nacional de Medicina, CAPES e Embase identificou 37 periódicos relacionados à saúde rural. Uma revisão de todas as instruções aos autores foi conduzida de forma independente por dois autores, procurando qualquer menção à coautoria local ou como se relacionar com as comunidades locais nas diretrizes de publicação dos periódicos incluídos. Resultados: Onze [n=11] periódicos se enquadram nos critérios de inclusão e apenas um [n=1] teve alguma instrução ou preocupação ética com a autoria local nas instruções aos autores. A maioria dos periódicos é de países de alta renda. Embora os cuidados em saúde nas áreas rurais sejam mais concentrados na Atenção Primária, os periódicos foram variados em seu escopo. Apenas quatro revistas incluem em sua descrição e escopo cuidados primários, clínica geral ou medicina de família. Conclusões: As políticas de autoria e publicação deveriam incluir recomendações éticas específicas e claras relacionadas ao envolvimento da comunidade em todos os principais veículos de comunicação científica. Isso deve estimular a participação local por meio de orientações claras aos autores, como forma de promover um relacionamento mais inclusivo, ativo e horizontal entre pesquisadores e comunidades.</p> Leonardo Vieira Targa Mayara Floss Copyright (c) 2020 Leonardo Vieira Targa, Mayara Floss https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-07-24 2020-07-24 15 42 2349 2349 10.5712/rbmfc15(42)2349 Análise do acolhimento a partir das relações na Atenção Básica no município do Rio de Janeiro https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2326 <p>Objetivo: Analisar o acolhimento a partir das relações entre os profissionais na Atenção Básica, destacando sua configuração e a posição dos diferentes atores de uma unidade de Atenção Básica em Saúde do município do Rio de Janeiro.Métodos: Estudo de natureza descritiva, com abordagem quantitativa e com participação de 37 profissionais, cuja análise foi desenvolvida pela lente da análise de redes sociais, que permitiu mapear as relações entre os atores a partir do acolhimento e representá-las graficamente. Resultados: A presença de todos os atores na rede pressupõe a existência de vínculos e alguma dinâmica de troca de recurso, conhecimento ou informação, além de movimentos disparados a partir do acolhimento na perspectiva da produção do cuidado. Por sua vez, a centralidade na rede de atores de nível superior, como médicos e enfermeiros e agentes comunitários de saúde ocupando a periferia, convergem para tradução de um cuidado com foco no modelo biomédico. Conclusões: Observou-se relevante papel do acolhimento ao ditar formas de organização e funcionamento, assim como por trazer relevo sobre a produção do cuidado existente no campo, que vai de encontro ao prescrito e institucionalizado nas políticas normativas e distancia-se do acolhimento-ação necessário e esperado para a Atenção Básica em Saúde.</p> Tarciso Feijó da Silva Helena Maria Scherlowski Leal David Valéria Ferreira Romano Copyright (c) 2020 Tarciso Feijó da Silva, Helena Maria Scherlowski Leal David, Valéria Ferreira Romano https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-11 2020-08-11 15 42 2326 2326 10.5712/rbmfc15(42)2326 Pesquisa científica, atenção primária e medicina de família https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2466 <p>Apesar do grande crescimento da nossa especialidade nos últimos 30 anos, ainda estamos muito aquém de atender à demanda brasileira por médicos de família. Atualmente representamos apenas 1,4% do total de médicos especialistas no Brasil e menos de 5% do total de vagas de residência no país são destinados à medicina de família e comunidade (MFC). Com 70% da nossa população coberta pela Estratégia de Saúde da Família, apenas uma parcela pequena conta com um médico de família treinado por um programa de residência em MFC. Infelizmente temos poucas evidências mostrando o impacto do treinamento em MFC no cuidado das pessoas e muito do que sustentamos no nosso discurso como diferenciais da nossa prática carece de provas científicas. Isso perpetua uma noção comum entre formuladores de políticas e gestores de que a atenção primária à saúde (APS) é uma área de atuação desprovida de desafios, sem complexidades e possível de ser realizada por qualquer médico sem treinamento especializado. Se a MFC pretende se firmar como a especialidade médica responsável pela APS no Brasil e no mundo, precisa avançar no desenvolvimento de habilidades para a pesquisa, para poder estudar o universo da MFC e da APS com a profundidade e o rigor que a complexidade destas disciplinas demanda. Desenvolver o potencial para a pesquisa representa um passo importante do projeto profissionalizante da nossa especialidade e do amadurecimento da APS. Ao questionarmos nossa prática e ao perguntarmos o quanto realmente fazemos a diferença no cuidado dos nossos pacientes estaremos ampliando a base de evidências da nossa especialidade e demonstrando o quanto a APS se torna mais abrangente ao ter um médico treinado em MFC. Este ensaio aborda as dificuldades da MFC em mostrar seu valor e a sua importância para os sistemas de saúde; e apresenta o papel vital que a pesquisa científica deve ter no enfrentamento destes desafios.</p> Adelson Guaraci Jantsch Copyright (c) 2020 Adelson Guaraci Jantsch https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-28 2020-08-28 15 42 2466 2466 10.5712/rbmfc15(42)2466 Paracentese de alívio no domicílio https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2278 <p>Introdução: A ascite é definida como um acúmulo de líquido na cavidade peritoneal e, em 75% dos casos, é causada por cirrose e hipertensão da veia porta de várias etiologias. Seu tratamento inclui restrição de fluidos, diurese e paracentese de grande volume. A paracentese de alívio é o procedimento de remoção de fluido ascítico da cavidade peritoneal com a finalidade de reduzir a pressão intra-abdominal e aliviar sintomas associados como dispneia, dor e desconforto abdominal. É uma técnica simples e segura que pode ser realizada em ambiente hospitalar e ambulatorial. A expansão dos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD) no país oportunizou a realização de procedimentos de maior complexidade no domicílio podendo contribuir com o bem-estar de pacientes em cuidado paliativo domiciliar. Objetivo: Descrever o perfil de pacientes submetidos à paracentese de alívio em um SAD. Métodos: Estudo transversal, incluindo pacientes consecutivos que realizaram paracentese de alívio no domicílio entre os anos 2009 e 2017. Os dados foram coletados em prontuário. Para a análise descritiva dos dados estatísticos utilizou-se o <em>Software Statistical Package for the Social Sciences </em>v. 18.0 (SPSS). Resultados: A amostra foi composta por 15 pacientes, apresentando uma média do Índice de Comorbidade de Charlson de 8,1 (3-15). As neoplasias foram as principais causas de ascite nos pacientes acompanhados (80,2%). No período do estudo foram realizadas 48 paracenteses de alívio. Seis pacientes apresentaram sintomatologia clínica com necessidade de visita domiciliar (VD) não programada. Em relação às complicações do procedimento de paracentese, um paciente apresentou sangramento no local da punção. Todas as situações acima foram manejadas no domicílio. Em relação aos desfechos do atendimento no SAD, 53% dos pacientes necessitaram de reinternação hospitalar por piora clínica. Conclusões: A paracentese de alívio no domicílio mostra-se como uma prática segura, reduzindo idas desnecessárias a serviços de urgência/emergência e com bons índices de satisfação relatados pelos pacientes, desde que os profissionais sejam devidamente capacitados para realização do procedimento, com rotina e técnica instituída pelo SAD.</p> Diani de Oliveira Machado Verlaine Balzan lagni Mauro Binz Kalil Raquel Jeanty de Seixas Mestriner Rosane Pignones Coelho Sati Jaber Mahmud Copyright (c) 2020 Diani Oliveira Machado, Sati Jaber Mahmud, Verlaine Balzan lagni, Mauro Binz Kalil, Raquel Jeanty de Seixas Mestriner, Rosane Pignones Coelho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-09-18 2020-09-18 15 42 2278 2278 10.5712/rbmfc15(42)2278 O impacto da pandemia pela COVID-19 na saúde mental https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2532 <p>Introdução: Em momentos como a pandemia causada pela COVID-19, há evidências de que a morbimortalidade relacionada à saúde mental tende a superar a relacionada diretamente à infecção, sendo resultado da própria pandemia e também das medidas de distanciamento social. Objetivo: Apresentar uma proposta para a atuação das equipes de Atenção Primária no enfrentamento ao adoecimento mental relacionado à pandemia. Métodos: Revisando os fatores de risco e estressores, e resgatando os atributos e potencialidades da atenção primária à saúde, foi escrito um ensaio científico apresentando propostas do papel da APS. Resultados e Discussão: Os principais fatores de risco para adoecimento mental identificados incluem: vulnerabilidade social, contrair a doença ou conviver com alguém infectado, existência de transtorno mental prévio, ser idoso e ser profissional de saúde. O isolamento físico e o excesso de informações nem sempre confiáveis somam estressores à crise. As especificidades do luto durante a pandemia também aumentam o risco de lutos complicados. No contexto brasileiro, há ainda a crise político-institucional aumentando a ansiedade e insegurança da população. Propõe-se que a Atenção Primária à Saúde, com suas características e atributos, deve: identificar as famílias com risco aumentado para adoecimento mental; articular intersetorialmente para que as demandas dos mais vulneráveis sejam atendidas; orientar a população sobre como minimizar os fatores geradores de ansiedade; apoiar as famílias para possibilitar o processo de luto. Conclusões: Este ensaio pretende qualificar a discussão sobre o papel da APS na saúde mental da população e, portanto, subsidiar ações que potencializem o cuidado prestado pelas equipes durante a pandemia de COVID-19.</p> Guilherme Nabuco Maria Helena Pereira Pires de Oliveira Marcelo Pellizzaro Dias Afonso Copyright (c) 2020 Guilherme Nabuco, Maria Helena Pereira Pires de Oliveira, Marcelo Pellizzaro Dias Afonso https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-09-18 2020-09-18 15 42 2532 2532 10.5712/rbmfc15(42)2532 Polimedicação em adultos e idosos cadastrados na Estratégia Saúde da Família https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2462 <p>Introdução: Verifica-se, no contexto global, a modificação do perfil da morbimortalidade em decorrência das transições demográfica e epidemiológica, relacionadas ao aumento do número de idosos e de doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse cenário, a polimedicação tem se tornado frequente e, por conseguinte, seus danos são visualizados. O uso de múltiplos medicamentos amplia o risco de prescrições potencialmente inapropriadas, o que propicia interações farmacológicas, eventos adversos a medicamentos e hospitalizações. Soma-se a isso o ônus ao sistema de saúde e à assistência médica. Objetivo: Identificar os fatores associados à polimedicação em adultos mais velhos e idosos. Métodos: Trata-se de um estudo transversal e quantitativo, realizado em 2018 e 2019, com n=147 adultos (45-59 anos) e n=153 idosos (≥60 anos), cadastrados na Estratégia Saúde da Família (ESF) no município de Três Lagoas/MS. Foram coletados dados de caracterização sociodemográfica, estilo de vida, rede de apoio social e informações sobre saúde. Questionou-se o número de fármacos de uso contínuo tomados por dia, sendo considerada polifarmácia a utilização de cinco ou mais medicamentos. Foi conduzida uma regressão logística binomial para identificar os fatores associados à polifarmácia. Resultados: A prevalência de polifarmácia foi 10,2% (IC95% = [6,3%-16,2%]) para os adultos e 17,0% (IC95% = [11,9%-23,7%]) para os idosos. Estiveram associados à polifarmácia para o grupo de adultos o aumento da idade (OR=1,32; IC95%=1,10-1,59) e não possuir companheiro (OR=6,52; IC95%=1,59-26,81). Já para o grupo de idosos, os fatores associados foram ter sofrido pelo menos uma queda no último ano (OR=3,33; IC95%=1,13-9,85), ser tabagista (OR=5,04; IC95%=1,30-19,62), avaliar a saúde como regular (OR=4,10; IC95%=1,16-14,54) ou ruim/muito ruim (OR=6,59; IC95%=1,31-33,08). O consumo de álcool foi inversamente associado à polifarmácia (OR=0,15; IC95%=0,02-0,98) nos idosos. Conclusões: Diante dos potenciais riscos oferecidos pela polimedicação, torna-se imprescindível a distinção dos grupos em condição de maior vulnerabilidade ao uso de múltiplos medicamentos e um acompanhamento mais cauteloso, a fim de assegurar maior segurança na prescrição de fármacos na atenção primária e o aprimoramento do cuidado.</p> Nathália de Oliveira Andrade Aline Martins Alves Bruna Moretti Luchesi Tatiana Carvalho Reis Martins Copyright (c) 2020 Nathália de Oliveira Andrade, Aline Martins Alves, Bruna Moretti Luchesi, Tatiana Carvalho Reis Martins https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-10-09 2020-10-09 15 42 2462 2462 10.5712/rbmfc15(42)2462 Estresse por calor na Atenção Primária à Saúde: uma revisão clínica https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1948 <p><strong>Introdução: </strong>A exposição nociva ao calor ganha mais relevância com a progressão do aquecimento global antropogênico e a Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel crescente nesse cenário. No Brasil, as ondas de calor entre 2014 e 2015 duraram mais tempo que nos anos prévios, além disso, entre 2000-2015 a associação entre temperatura e hospitalizações variou de acordo com a duração da exposição ao calor. Nesse contexto, o objetivo desta revisão é realizar uma&nbsp; atualização sobre manejo clínico de patologias relacionadas ao calor na APS. <strong>Metodologia: </strong>Realizou-se a busca na base de dados ACCESSS, que utiliza a pirâmide 5.0 da assistência à saúde baseada em evidências. Foram identificados 103 sumários sintetizados para referência clínica com as palavras “Heat stress”, “Heat Stroke”, “Heat Wave” e “Heat Exhaustion”, mas apenas três entravam no escopo deste estudo. <strong>Resultados e Discussão: </strong>O estresse pelo calor é uma condição comum, negligenciada e evitável que afeta diversos pacientes, iniciando-se com uma má adaptação ao calor que se não for corrigida pode gerar uma cascata de eventos inflamatórios. O estresse pelo calor é caracterizado por sintomas inespecíficos, como mal-estar, cefaleia e náusea. O tratamento envolve o resfriamento do paciente e monitoramento, garantindo hidratação adequada. A exaustão pelo calor, se não tratada, pode evoluir para insolação, uma doença grave que pode levar ao coma e morte, envolvendo disfunção do sistema nervoso central - necessitando de um tratamento mais agressivo além do resfriamento.</p> Mayara Floss Enrique Falceto Barros Copyright (c) 2020 Mayara Floss, Enrique Falceto Barros https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-02-14 2020-02-14 15 42 1948 1948 10.5712/rbmfc15(42)1948 Infecção marinha https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1939 <p>Introdução: Cidades litorâneas possuem atividades econômicas como a pesca e o turismo que promovem o contato com a água do mar e, consequentemente, a exposição a microrganismos raramente encontrados em outros contextos e muitas vezes de diagnóstico tardio, podendo resultar em morbidade ou morte significativa. Objetivo: Essa revisão da literatura objetiva mostrar a importância da suspeição da infecção marinha na Atenção Primária, sua etiologia, manifestações clínicas, tratamento, complicações e prevenção. Métodos: Foi realizada pesquisa em bases de dados eletrônicos (SciELO, Google Acadêmico, MEDLINE e PubMed). Resultados: Foram encontrados 135 artigos e vinte foram selecionados, referentes aos anos de 2003 a 2018. Observou-se escassez de estudos que avaliam a efetividade de esquemas de antibioticoterapia e sua duração necessária. Além disso, verificou-se a ausência de classificação no Código Internacional de Doenças (CID-10) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), fato que prejudica a notificação e estudos epidemiológicos sobre o assunto. Conclusão: É preciso incluir a infecção marinha no diagnóstico diferencial de casos de ferimentos crônicos de difícil diagnóstico, principalmente se houver histórico de exposição a ambiente marinho. Novos estudos se fazem necessários para avaliação da terapêutica adequada. Outrossim, é fundamental conscientizar a população quanto ao risco de infecção marinha e seus métodos de prevenção.</p> Taynah Alves Rocha Repsold Marcello Dala Bernardina Dalla Juliana da Silva Mariano Copyright (c) 2020 Taynah Alves Rocha, Marcello Dala Bernardina Dalla, Juliana da Silva Mariano https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-30 2020-05-30 15 42 1939 1939 10.5712/rbmfc15(42)1939 Médicos de Família e Cuidados Paliativos https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2012 <p>O panorama epidemiológico atual mostra um aumento de doenças crônicas ameaçadoras à vida, tornando os Cuidados Paliativos essenciais à prática médica, em todos os níveis de atenção. O papel do médico de família na atenção primária à sáude motivou a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade a elaborar um currículo baseado em competências, que incluiu os Cuidados Paliativos. Ao analisar e discutir as competências em Cuidados Paliativos, os autores identificaram a necessidade de melhorias e propuseram competências novas e ampliadas. A revisão periódica do currículo deve contemplar as mudanças e avanços na prática do médico de família e atender às demandas de cuidado, incluindo levar Cuidados Paliativos a todos.</p> Guilherme Gryschek Erika Aguiar Lara Pereira Gabriela Hidalgo Copyright (c) 2020 Guilherme Gryschek, Erika Aguiar Lara Pereira, Gabriela Hidalgo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-02 2020-03-02 15 42 2012 2012 10.5712/rbmfc15(42)2012 Programa Médicos pelo Brasil: mérito e equidade https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2346 <p>O Programa Médicos pelo Brasil (PMPB) foi lançado em 2019 pelo Ministério da Saúde com objetivo de ampliar a oferta de serviços médicos em locais de difícil provimento ou alta vulnerabilidade. As principais mudanças propostas no PMPB são: obrigatoriedade de registro no Conselho Federal de Medicina; alocação de vagas com prioridade para as pequenas e distantes cidades, contratação dos profissionais via CLT e formação qualificada em Medicina de Família e Comunidade (MFC), permitindo a titulação dos médicos após dois anos. Com essas mudanças, espera-se um aprofundamento na interiorização dos profissionais, com possibilidade efetiva de fixação, além da formação em larga escala de MFCs. A formação através da residência também será impulsionada, com incentivo financeiro municipal para esse fim, em consonância com as ações do novo financiamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS), o Programa Previne Brasil. O PMPB será executado pela Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps), um modelo inovador de gestão pública, que trará eficiência ao programa. Com essas características, o PMPB pretende oferecer um solução perene para a oferta de serviços médicos no âmbito da APS do Sistema Único de Saúde.&nbsp;</p> Lucas Wollmann Otávio Pereira D'Avila Erno Harzheim Copyright (c) 2020 Lucas Wollmann https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-16 2020-03-16 15 42 2346 2346 10.5712/rbmfc15(42)2346 Bases para a Reforma da Atenção Primária à Saúde no Brasil em 2019: mudanças estruturantes após 25 anos do Programa de Saúde da Família https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2354 <p>O ano de 2019 marcou a estruturação das bases para uma profunda reforma na Atenção Primária à Saúde (APS) do Brasil. Os desafios enfrentados através dessa reforma foram a falta de priorização política real da APS, o financiamento insuficiente da APS e focado na estrutura de serviços, os obstáculos ao acesso de primeiro contato, a escassez de profissionais qualificados, a necessidade de maior informatização da APS e a ausência de integração de dados clínicos, a fragilidade clínica e necessidade de ampliação do escopo profissional e a falta de informação de qualidade para tomada de decisão clínica e gerencial. Com ações direcionadas a cada um desses desafios, a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde criou estratégias sistêmicas e integradas entre si que&nbsp;representam mudanças estruturantes e investimentos em governança clínica para transformar a APS brasileira, garantindo mais e melhor saúde para a população, com mecanismos transparentes e técnicos para seu financiamento, organização, oferta, monitoramento e avaliação.</p> Erno Harzheim Caroline Martins José dos Santos Otávio Pereira D’Avila Lucas Wollmann Luiz Felipe Pinto Copyright (c) 2020 Erno Harzheim, Caroline Martins José dos Santos, Otávio Pereira D’Avila, Lucas Wollmann, Luiz Felipe Pinto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-04-24 2020-04-24 15 42 2354 2354 10.5712/rbmfc15(42)2354 O papel da atenção primária no combate ao Covid-19 https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2455 <p>A doença do novo Coronavírus (Covid-19) é causada pelo SARS-CoV-2 e representa o agente causador de uma doença potencialmente fatal que tem se revelado um problema de saúde pública global. A pandemia causada pelo Covid-19 tem causado prejuízos severos nos sistemas de saúde em diversos países. Diante do grande número de pessoas infectadas e da ausência de tratamento específico, várias nações têm enfrentado superlotação em seus hospitais. Com a confirmação de casos desta doença no Brasil, várias ações têm sido tomadas por gestores públicos e privados, tanto a nível hospitalar quanto em nível de atenção primária, a fim de minimizar os impactos para o Sistema Único de Saúde (SUS). O presente artigo apresenta uma breve análise do papel da atenção primária na luta contra o Covid-19 em âmbito nacional, além do impacto em saúde pública e das futuras perspectivas. Com base no grande número de pessoas infectadas no mundo e a experiência de diversos sistemas de saúde, torna-se imperativo a adaptação e adequação do SUS na condução de mecanismos de resposta para pandemia, sendo a atenção primária peça fundamental neste processo</p> Luis Arthur Brasil Gadelha Farias Matheus Pessoa Colares Francisca Kalline de Almeida Barreto Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti Copyright (c) 2020 Luis Arthur Brasil Gadelha Farias, Matheus Pessoa Colares, Francisca Kalline de Almeida Barreto, Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-19 2020-05-19 15 42 2455 2455 10.5712/rbmfc15(42)2455 Ser residente em medicina de família na África em 2019 https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2416 <p>Formar novos médicos de família é um desafio em qualquer cenário e muitas variáveis podem influenciar o sucesso ou o fracasso de um programa de residência. Este artigo é o resultado final de um trabalho colaborativo iniciado em junho de 2019, na Conferência Regional WONCA África em Kampala, Uganda, durante um workshop liderado pelo Centro Besrour do Colégio Canadense de Medicina de Família. Apresentamos aqui a perspectiva de um pequeno grupo de jovens médicos de família africanos sobre a experiência de ser residente em medicina de família na África em 2019, esperando que a imagem que representamos aqui ajude a promover as melhorias necessárias nos programas de residência na África em um futuro próximo.</p> Nana Kwame Ayisi-Boateng Enwongo Ettang Moyosore Taiwo Makinde Yolanda Marcelino Matifary Carolyne Robai Mohamed Umer Worseme Prince Kabamba Yaka Molly Whalen-Browne Clayton Dyck Adelson Guaraci Jantsch Copyright (c) 2020 Nana Kwame Ayisi-Boateng, Enwongo Ettang, Moyosore Taiwo Makinde, Yolanda Marcelino, Matifary Carolyne Robai, Mohamed Umer Worseme, Prince Kabamba Yaka, Molly Whalen-Browne, Clayton Dyck, Adelson Guaraci Jantsch https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-24 2020-06-24 15 42 2416 2416 10.5712/rbmfc15(42)2416 Estratégias de enfrentamento e promoção da saúde através da integração ensino-serviço no contexto da pandemia de COVID-19 https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2526 <p>Na atual situação relacionada ao 2019-nCoV β-coronavirus, as Autoridades de Saúde Nacionais determinaram a elaboração de planos de contingência (PC) que minimizem o contágio e permitam o funcionamento das atividades essenciais. O PC apresentado define um conjunto de orientações que permitem a adequação da resposta de uma universidade pública do Nordeste do Brasil vinculada ao Programa Mais Médicos para o Brasil. Estudo descritivo e qualitativo, tipo comment, da análise dos dados do PC para a definição de estratégias para o enfrentamento de emergências de saúde pública. O PC consiste em dez medidas que incluem assistência via aplicativos/redes sociais; monitoramento dos médicos que estão em risco; triagem de casos suspeitos/confirmados; produção de guias/protocolos; 24 horas de assistência técnica e psicológica para os médicos trabalhando na assistência primária à saúde e fornecimento de cursos online. A metodologia proposta oportuniza modelos diferentes daqueles trivialmente apresentados na academia e é essencial para promover a educação em saúde.</p> Jucier Gonçalves Júnior Sarah Cavalcante Brandão Sandra Barreto Fernandes da Silva Emmanuela Quental Callou de Sá Copyright (c) 2020 Jucier Gonçalves Júnior, Sarah Cavalcante Brandão, Sandra Barreto Fernandes da Silva, Emmanuela Quental Callou de Sá https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-07-17 2020-07-17 15 42 2526 2526 10.5712/rbmfc15(42)2526 Reflexões sobre o papel da Atenção Primária à Saúde na pandemia de COVID-19 https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2496 <p>Artigo de opinião com reflexões sobre o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na pandemia de COVID-19 a partir da definição de seus atributos: acesso, longitudinalidade, integralidade, coordenação, orientação familiar, orientação comunitária e competência cultural.</p> Maria Teresa Garcia Alves Copyright (c) 2020 Maria Teresa Garcia Alves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-07-24 2020-07-24 15 42 2496 2496 10.5712/rbmfc15(42)2496 Recuperação saudável https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2546 <p>A maior mobilização recente da comunidade da saúde em relação ao meio ambiente ocorreu este ano. Consistiu em uma carta assinada por mais de 350 organizações de saúde de todo o mundo, incluindo importantes organizações de Medicina de Família e Comunidade. Isto demonstra o crescente entendimento da comunidade científica e da saúde acerca da saúde planetária.</p> Rafaela Brugalli Zandavalli Mayara Floss Enrique Falceto Barros Copyright (c) 2020 Rafaela Brugalli Zandavalli, Mayara Floss, Enrique Falceto Barros https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-13 2020-08-13 15 42 2546 2546 10.5712/rbmfc15(42)2546 Bioética e residência em Medicina da Família e Comunidade https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1957 <p>A Residência Médica (RM) é considerada o padrão-ouro em termos da especialização médica no país. A bioética integra o rol de disciplinas obrigatórias para a formação em nível de RM, merecendo destaque pela (i) crescente complexidade do trabalho em saúde e (ii) incipiente abordagem dos problemas éticos na formação dos profissionais da saúde. Com base nestas considerações, foi desenhada a primeira “Oficina de Formação em Bioética e Atenção Primária à Saúde”, para o Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade do Município do Rio de Janeiro (PRMFC-SMS-RJ), com o objetivo de fomentar o debate sobre os aspectos bioéticos da prática profissional na Atenção Primária à Saúde/Estratégia Saúde da Família (APS/ESF). O escopo do presente artigo é relatar a experiência e contribuir para as discussões sobre a necessária abordagem dos conflitos éticos para a excelência do cuidado em saúde na APS/ESF.&nbsp;</p> Rodrigo Siqueira-Batista Keith Bullia da Fonseca Simas Lourdes Luzón Stefania Salvador Pereira Montenegro Andréia Patrícia Gomes Copyright (c) 2020 Rodrigo Siqueira-Batista, Keith Bullia da Fonseca Simas, Lourdes Luzón, Stefania Salvador Pereira Montenegro, Andréia Patrícia Gomes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-03-23 2020-03-23 15 42 1957 1957 10.5712/rbmfc15(42)1957 Um roteiro de entrevista clínica centrada na pessoa para a graduação médica https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2154 <p>O ensino de habilidades de comunicação clínica na graduação médica encontra nos princípios e componentes do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) uma referência importante para a definição de suas competências. No entanto, mesmo tendo contato com o MCCP em sua formação, é frequente que estudantes de medicina recorram à utilização da anamnese tradicional centrada na agenda médica como um roteiro mais seguro para realização de suas entrevistas. Propomos, como uma hipótese para essa dificuldade dos estudantes, a falta de uma tradução do MCCP em um roteiro padronizado de entrevista médica, especialmente para ensino na graduação. Neste relato, a partir de modelos de entrevista clínica centrada na pessoa (ECCP) selecionados da literatura internacional, apresentamos a primeira etapa de um roteiro de ECCP original, adaptado ao cenário brasileiro. O objetivo deste relato é oferecer uma referência de fácil utilização em língua portuguesa e que possa ser aprimorada pelos profissionais envolvidos com o ensino de comunicação clínica na educação superior no Brasil. Estudos empíricos ainda são necessários para endossar uma utilização mais ampla da proposta aqui apresentada.</p> Leandro David Wenceslau Victor Kelles Tupy da Fonseca Luíza de Alcântara Dutra Letícia Gonçalves Caldeira Copyright (c) 2020 Leandro David Wenceslau, Victor Kelles Tupy da Fonseca, Luíza de Alcântara Dutra, Letícia Gonçalves Caldeira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-04-30 2020-04-30 15 42 2154 2154 10.5712/rbmfc15(42)2154 O Acesso Avançado como estratégia de organização da agenda e de ampliação do acesso em uma Unidade Básica de Saúde de Estratégia Saúde da Família, município de Diadema, São Paulo https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2111 <p>Introdução: Pressionadas pela demanda e por agendas lotadas, equipes de saúde têm discutido estratégias de reorganização da agenda e ampliação do acesso. O Acesso Avançado vem ganhando espaço nesta discussão como uma estratégia desenvolvida nos Estados Unidos, que tem como princípio “Faça hoje o trabalho de hoje!”. Propôs-se descrever a influência da implantação do Acesso Avançado sobre acesso ao atendimento de usuários numa Unidade de Saúde da Família no município de Diadema. Métodos: Tratou-se de um relato de experiência da gerente da unidade no processo de implantação do Acesso Avançado, com a proposta de analisar as agendas e os relatórios de produção dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) no período de janeiro de 2017 a abril de 2018 e apresentar estatística descritiva da influência do Acesso Avançado sobre os atendimentos desses profissionais. O Acesso Avançado foi amplamente discutido com a equipe e com o conselho gestor, num processo de construção conjunta de fluxos e novas agendas. Resultados: Identificou-se aumento de 157% no número de usuários atendidos em consultas, passando de 1.048 em janeiro de 2017 para 2.694 atendimentos em abril de 2018, e queda de 13% para 2% na taxa de faltas dos usuários às consultas. Conclusão: Pôde-se demonstrar que a estratégia foi efetiva na ampliação do acesso ao serviço de saúde, gerando também efeitos positivos na organização da agenda e dos processos de trabalho das equipes. Espera-se contribuir e fomentar discussões acerca da otimização do acesso à Atenção Primária à Saúde (APS), suas complexidades e peculiaridades, e propor análise da influência do Acesso Avançado sobre os demais atributos da APS, particularmente nos atributos de longitudinalidade e integralidade do cuidado.</p> Ferla Maria Simas Bastos Cirino Douglas Augusto Schneider Filho Lucia Yasuko Izumi Nichiata Lislaine Aparecida Fracolli Copyright (c) 2020 Ferla Maria Simas Bastos Cirino, Douglas Augusto Schneider Filho, Lucia Yasuko Izumi Nichiata, Lislaine Aparecida Fracolli https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-19 2020-05-19 15 42 2111 2111 10.5712/rbmfc15(42)2111 Telemedicina rural e COVID-19 https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2484 <p>Introdução: Diante da pandemia causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), evitar aglomerações e garantir o acesso aos serviços de saúde para aqueles que necessitam tem sido uma grande preocupação de profissionais e gestores. Na zona rural, as barreiras de acesso são ainda maiores. Métodos: Trata-se de relato de experiência da implantação de telemedicina via aplicativo de mensagens e chamadas por preceptor e residentes do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade de Ouro Preto, em uma Unidade Básica de Saúde rural. Após três semanas da introdução da ferramenta, foi gerado manualmente um banco de dados por meio do programa Microsoft Excel® 2016, com posterior análise estatística descritiva. Resultados: No período analisado houve 329 interações por meio do WhatsApp, uma média de 25,3 pessoas por dia. Todas as demandas foram atendidas no prazo máximo de 24 horas. As teleconsultas foram realizadas nos formatos de mensagem escrita, áudios e videochamadas. A demanda para renovação de prescrições de medicamentos de uso continuado correspondeu a 20% dos atendimentos e a solicitação para análise de resultados de exames 9%. Dúvidas administrativas representaram 22% dos contatos realizados. Setenta e quatro por cento das teleconsultas foram resolvidas virtualmente e em 26% dos casos foi necessária avaliação presencial. Houve uma percepção positiva em relação à satisfação dos pacientes atendidos virtualmente, de acordo com os relatos dos Agentes Comunitários de Saúde e por meio de mensagens recebidas diretamente pela equipe médica pelo aplicativo. Conclusão: O uso de aplicativo de mensagens e chamadas, como ferramenta de telemedicina, mostrou ser uma estratégia viável durante a pandemia de SARS-CoV-2, especialmente importante no meio rural. Outros estudos serão necessários para investigar seus impactos no sistema de saúde e nos desfechos relevantes para a população.</p> Fábio Araujo Gomes de Castro Álisson Oliveira dos Santos Gustavo Valadares Labanca Reis Luara Brandão Viveiros Mariel Hespanhol Torres Pedro Paulo de Oliveira Junior Copyright (c) 2020 Fábio Araujo Gomes de Castro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-24 2020-06-24 15 42 2484 2484 10.5712/rbmfc15(42)2484 Sobrecarga de trabalho e estresse https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2188 <p>Estudos identificam que metade dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde apresentam risco moderado a alto de desenvolver sofrimentos mentais associados ao trabalho, entre eles a Síndrome de Burnout. Desde 2016, profissionais da Atenção Primária à Saúde na cidade do Rio de Janeiro vêm sofrendo grandes desafios em relação ao seu crescimento, valorização e estabilidade, com aumento da violência na cidade e da sobrecarga de trabalho, após a diminuição no número de equipes. Devido a isso, vêm relatando um maior nível de estresse, tanto na vida social quanto no ambiente de trabalho. Os grupos terapêuticos são uma estratégia de abordagem de situações emocionalmente complicadas, utilizada desde o início do século XX. Este trabalho relata a experiência de um grupo terapêutico voltado para funcionários de uma unidade de Atenção Primária à Saúde no Rio de Janeiro. O objetivo da atividade grupal foi: constituir um espaço de suporte, diálogo, reflexão, escuta ativa e elaboração de estratégias que auxiliassem os profissionais de saúde a se sentir mais empoderados e resilientes. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo de abordagem qualitativa, com registros das reuniões e entrevista semiestruturada aplicada aos participantes depois do desenvolvimento do grupo. Durante as reuniões, foi identificada uma autopercepção de elevado nível de estresse e de sobrecarga de trabalho. Houve uma boa aceitação e aproveitamento do grupo e, pelo relato dos participantes, foram alcançados os objetivos de diminuição do estresse e de suporte mútuo. Atividades de grupos nesse modelo podem contribuir para melhorar o ambiente de trabalho e a saúde dos funcionários, levando a uma melhor oferta dos serviços de saúde.</p> <p class="western" align="justify">&nbsp;</p> Mariana Silva Guimarães Ferreira Maria Inez Padula Anderson Copyright (c) 2020 Mariana Silva Guimarães Ferreira, Maria Inez Padula Anderson https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-07-24 2020-07-24 15 42 2188 2188 10.5712/rbmfc15(42)2188 Agentes Comunitários de Saúde e o cuidado de quem cuida https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2118 <p>No biênio 2011-2012, desenvolvemos a oficina “Cuidado de si e do outro no trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS)”, destinada à formação e intervenção na rotina laboral dos ACS. Professores e alunos do curso de Medicina de uma universidade pública em Minas Gerais discutiram, no âmbito da oficina, de que modo a criação de espaços de fala demonstrou que o acolhimento para com aquele que cuida é essencial na prática dos ACS. A perspectiva socioanalítica adotada orientou a observação direta das atividades feitas por ACS mulheres, as reuniões de equipe voltadas para uma reflexão teórico-metodológica e a realização da oficina conforme eixos temáticos: Cuidado de Si, Trabalho em Equipe e Conteúdos Técnicos. A partir disso, tecemos cartografias do território geográfico, político e social, conhecemos as trajetórias de vida das ACS e identificamos que a vinculação entre trabalho e subjetividade permitiu a elas, aos alunos e aos professores o exercício da escuta de si e do outro e a vivência do cuidado como trabalho. Concluímos que a oficina se tornou espaço de formação política e gerou modificações no cotidiano das ACS envolvidas.</p> Adriana Kelly Santos Erica Toledo de Mendonça Copyright (c) 2020 Adriana Kelly Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-11 2020-08-11 15 42 2118 2118 10.5712/rbmfc15(42)2118 Identificação de doenças genéticas na Atenção Primária à Saúde https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2347 <p>Problema: Embora individualmente raras, somadas, as doenças genéticas têm prevalência global estimada de 31,5 a 73,0 por 1.000 indivíduos. Além disto, doenças genéticas e defeitos congênitos representam a segunda causa de mortalidade infantil no Brasil. Diante deste cenário, foi instituída a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde. Esta política prevê funções específicas para Atenção Primária à Saúde (APS) que incluem diagnóstico precoce e mapeamento de pessoas com ou sob-risco de desenvolver doenças genéticas raras e/ou defeitos congênitos para encaminhamento regulado. Essa experiência objetivou colaborar com o desenvolvimento de métodos para o reconhecimento de indivíduos com ou sob-risco de desenvolver doenças genéticas na APS. Métodos: Através de visitas domiciliares e por meio do preenchimento de uma ficha específica, realizou-se busca ativa de casos de doença genética e/ou defeito congênito em uma amostra probabilística aleatória, representativa de uma Unidade de Saúde da Família de um município brasileiro de porte médio. Resultados: Foram investigados 295 domicílios, totalizando 1.160 indivíduos e 238 casais. A média de filhos por casal foi de 2,7, a frequência de consanguinidade foi 3,8% e de abortamento espontâneo foi 8,7%. Foram identificadas 29 pessoas (2,5%) com doenças congênitas, 11 (0,9%) com deficiências auditivas, 10 (0,9%) com deficiência mental e 6 (0,5%) com déficits visuais importantes. Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor foi relatado em 8,8% das crianças e adolescentes. Doze indivíduos (1%) possuíam câncer e 9,6% relataram história familiar positiva para câncer. Conclusão: Os profissionais da APS estão em posição privilegiada para identificar e organizar uma rede de cuidados para indivíduos com doenças genéticas e/ou defeitos congênitos. A utilização sistemática de instrumentos que facilitem o reconhecimento de fatores de risco e de situações suspeitas pode ser uma estratégia útil a ser incorporada pela APS.</p> Cleyton Soares dos Santos Renata Giannecchini Bongiovanni Kishi Daniel Lima Gomes da Costa Danniel Sann Dias da Silva Tânia Regina Franco Narciso Lucimar Retto da Silva de Avó Carla Maria Ramos Germano Kiyoko Abe Sandes Angelina Xavier Acosta Débora Gusmão Melo Copyright (c) 2020 Cleyton Soares dos Santos, Renata Giannecchini Bongiovanni Kishi, Daniel Lima Gomes da Costa, Danniel Sann Dias da Silva, Tânia Regina Franco Narciso, Lucimar Retto da Silva de Avó, Carla Maria Ramos Germano, Kiyoko Abe Sandes, Angelina Xavier Acosta, Débora Gusmão Melo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-13 2020-08-13 15 42 2347 2347 10.5712/rbmfc15(42)2347 Práticas integrativas e complementares na residência em Medicina de Família e Comunidade https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2087 <p class="Abstract" style="text-align: justify;"><span lang="EN-US">Problema: Ao utilizar as práticas integrativas e complementares (PICs), em seu processo de trabalho, o profissional de saúde tem outras ferramentas que podem ajudar a responder e explicar de forma rápida e menos iatrogênica os sintomas não explicáveis para a biomedicina. Entretanto, o ensino destas práticas nos Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade tem sido difusa e escassa. Métodos: Trata-se de um relato de experiência de uma equipe de Saúde da Família, na periferia de uma capital do Nordeste/Brasil, que utilizou a auriculoterapia nos usuários acompanhados entre os meses de agosto a dezembro de 2016. Resultados: A oferta da auriculoterapia traz vários aprendizados e desafios. O processo iniciado com apoio da RMFC evidenciou, o que já se observava em outros espaços, grande aceitação da população, fruto também, da demanda reprimida por outras formas de cuidado. Percebeu-se grande acolhimento de profissionais e usuários que, superando preconceitos, viram a oportunidade de ampliar sua caixa de ferramentas no cuidado ao usuário e a si mesmo. Como limites para a oferta da auriculoterapia na USF, destacamos: falta de espaços adequados, materiais insuficientes para as sessões, baixo investimento da gestão local em educação permanente para trabalhadores em PICs. Conclusão: Acredita-se que as PICs vêm contribuindo para a qualificação e ampliação do cuidado no PRMFC, sobretudo, nos serviços de Atenção Básica.</span></p> Vanessa de Oliveira Bezerra Ricardo Andre Medeiros Negreiros Maria do Socorro Trindade Morais Copyright (c) 2020 Maria do Socorro Trindade Morais, Ricardo Andre Medeiros Negreiros, Vanessa de Oliveira Bezerra https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-10-09 2020-10-09 15 42 2087 2087 10.5712/rbmfc15(42)2087 Covid-19: avaliação remota em Atenção Primária à Saúde https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2461 <p><strong>O que você precisa saber? </strong></p> <ul> <li class="show" style="text-align: justify;">A maioria dos pacientes com Covid-19 podem ser manejados remotamente com aconselhamento de manejo de sintomas e autoisolamento;</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Apesar da maioria das consultas poderem ser feitas por telefone, a imagem de vídeo fornece pistas adicionais visuais e a presença terapêutica do profissional de saúde para o paciente;</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Falta de ar é um sintoma preocupante, embora, hoje, não há ferramenta validada para avaliá-la remotamente;<br>Aconselhamento sobre rede de segurança para o paciente é crucial, uma vez que, alguns pacientes deterioram muito a sua condição de saúde em 2 semanas, mais comumente por pneumonia.</li> </ul> Trisha Greenhalgh Gerald Choon Huat Koh Josip Car Copyright (c) 2020 Trisha Greenhalgh, Gerald Choon Huat Koh, Josip Car https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-04-06 2020-04-06 15 42 2461 2461 10.5712/rbmfc15(42)2461 Urbanorum spp https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2157 <p><strong>Introdução: </strong>As enteroparasitoses são foco de investigações científicas no mundo todo. <em>Urbanorum spp</em>. foi reconhecido como parasita em 1994 no Peru, expandindo-se pela América do Sul. Relatado pela primeira vez no Brasil em 2018, Maranhão. Este relato apresenta o segundo caso no estado do Paraná. <strong>Relato de caso: </strong>Paciente masculino, 56 anos, 75kg, diabético, habitante de São José dos Pinhais, área urbana. Procura atenção primária por dor ao evacuar, tenesmo e cólica abdominal. Nega diarréia, febre, sangue nas fezes e viagem recente. Exame físico abdominal, hemograma e parcial de urina sem alterações. Parasitológico de fezes: <em>Urbanorum spp</em>. Prescrito Nitazoxanida 500mg 12/12h por 3 dias. Paciente retorna com melhora da sintomatologia e parasitológico de controle negativo. <strong>Conclusão: </strong>Atualmente a escassez de estudos primários prospectivos dificultam o delineamento clínico-epidemiológico e tratamento da parasitose. A disseminação do parasita entre extremos do país em curto intervalo de tempo, aliada à carência de saneamento básico criam um alerta para seu grande potencial epidêmico. Por isso, as políticas de saúde pública devem priorizar ações informativas e preventivas a fim de evitar surtos e complicações. A atenção primária à saúde é fundamental nesse contexto, justamente pela longitudinalidade e abrangência do cuidado.</p> Elisa Maria Michels Kruger Copyright (c) 2020 Elisa Maria Michels Kruger https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-10 2020-05-10 15 42 2157 2157 10.5712/rbmfc15(42)2157 Consulta do registo de saúde eletrônico https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2272 <p>Introdução: A bioética surgiu da necessidade de regulamentar um código de conduta ética que evitasse as práticas médicas abusivas realizadas durante vários séculos. O Procedimento Deliberativo (PD) aplicado à medicina, ajuda na tomada de decisões éticas de forma ponderada e justa. Com a apresentação deste caso clínico pretende-se exemplificar a importância da aplicação do PD na prática clínica em Medicina Geral e Familiar (MGF). Apresentação do caso: Homem de 58 anos que no seguimento de um antígeno específico da próstata (PSA) alterado foi referenciado à consulta de urologia. Um mês após biópsia prostática recorre à consulta de MGF confiante de que o resultado seria negativo. Sem a sua autorização, o Médico de Família (MF) acedeu ao <em>Registo de Saúde Eletrónico </em>e verificou que o doente apresentava um adenocarcinoma da próstata, embora não tivesse ainda consulta de reavaliação de urologia. Foi eleito o problema ético mais importante e definido o curso de ação ótimo que cumpria os critérios de legalidade, publicidade e temporalidade. Conclusões: Qualquer que seja a decisão do médico, deve ser sempre em benefício da pessoa. O PD permite uma tomada de decisão estruturada pelo que deve ser aplicado no contexto de MGF perante a ocorrência de problemas éticos.</p> Ana Carolina Fernandes Ana Raquel Ramos André Candelária Liliane Rocha Patrícia Barrancos Copyright (c) 2020 Ana Carolina Fernandes, Ana Raquel Ramos, André Candelária, Liliane Rocha, Patrícia Barrancos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-28 2020-08-28 15 42 2272 2272 10.5712/rbmfc15(42)2272 Tubercúlide papulonecrótica https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1980 <p>As tubercúlides são reações de hipersensibilidade cutânea aos antígenos do <em>Mycobacterium tuberculosis</em>. Este é o caso de uma mulher de 45 anos que procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) com um quadro de eritema nodoso com mais de 10 anos de evolução, de etiologia desconhecida, e que evoluía como nódulos em pescoço e membros, que se tornavam úlceras necróticas, cicatrizavam e recidivavam periodicamente. Biópsias das lesões evidenciavam um processo inflamatório granulomatoso com extensa necrose, sugestivo de tuberculose, mas sem a presença do bacilo. Após anos sem tratamento adequado, finalmente levantou-se a hipótese de tubercúlide papulonecrótica. A paciente iniciou tratamento com o esquema básico (2RHZE/4RH) e dessensibilização vacinal, recebendo alta por cura.</p> Lúcio Gomes Rodrigues Alves Copyright (c) 2020 Lúcio Gomes Rodrigues Alves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-10-09 2020-10-09 15 42 1980 1980 10.5712/rbmfc15(42)1980 Como focar a estratégia de busca na literatura relevante para a atenção primária https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2285 Leonardo Ferreira Fontenelle Diego José Brandão Copyright (c) 2020 Leonardo Ferreira Fontenelle, Diego José Brandão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-05-10 2020-05-10 15 42 2285 2285 10.5712/rbmfc15(42)2285 Resposta ao artigo: Cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária à saúde brasileira https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2469 <p>Prezado Editor,<br>O artigo “Cuidados paliativos providos por médicos de família e comunidade na atenção primária à saúde brasileira: um survey nacional” aborda um tema de relevância no contexto nacional em função das transformações epidemiológicas atuais. A expansão da quantidade de pessoas portadoras de condições crônicas, incapacitantes e incuráveis que ameaçam a vida e que independentemente da idade causam intenso sofrimento físico, psíquico e espiritual é motivo suficiente para justificar a necessidade de mais investigações e reflexões sobre as limitações da oferta do cuidado paliativo (CP) na Atenção Primária a Saúde (APS).....</p> Ludmilla Ferreira da Costa Júlio Cesar Silveira Júnior Eliane Mazzuco dos Santos Elonir Gomes Copyright (c) 2020 Ludmilla Ferreira da Costa, Júlio Cesar Silveira Júnior, Eliane Mazzuco dos Santos, Elonir Gomes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-06 2020-06-06 15 42 2469 2469 10.5712/rbmfc15(42)2469 História do Grupo de Trabalho em Medicina Rural da SBMFC https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2365 <p>Este artigo apresenta a História do Grupo de Trabalho em Medicina Rural da SBMFC, um dos mais ativos grupos de trabalho da SBMFC. São revisados os primeiros passos desde a sua criação e posteriores desenvolvimentos. Um dos principais resultados identificados foi o de ajudar a consolidar a identidade do “MFC rural” e trazer a discussão da saúde das populações rurais para a agenda da saúde, da atenção primária e da medicina de família. Este relato tem também como objetivo auxiliar outros grupos em criação ou já estabelecidos a criar estratégias de fortalecimento de seus trabalhos.</p> Leonardo Vieira Targa Mayara Floss Gustavo Gusso Magda Almeida Nilson Massakazu Ando Monica Lima André Luiz da Silva Copyright (c) 2020 Leonardo Vieira Targa, Mayara Floss, Gustavo Gusso, Magda Almeida, Nilson Massakazu Ando, Monica Lima, André Luiz da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-06 2020-06-06 15 42 2365 2365 10.5712/rbmfc15(42)2365 Carta de Cuiabá - Mulheres, Médicas de Família e Comunidade, no Brasil https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/1784 <p>Este artigo é um breve relato histórico sobre a formação do Grupo de trabalho de Mulheres na Medicina de Família e Comunidade da SBMFC (GT-MMFC), que ocorreu em 2016. Em paralelo, descreve-se as principais ações do <em>Wonca Working Party on Women &amp; Family Medicine</em> e do próprio GT-MMFC até os dias atuais. Os objetivos do artigo são registrar a construção deste grupo de trabalho assim como fomentar e fortalecer o debate de todas as dimensões relacionadas às mulheres e a medicina de família e comunidade e a equidade de gênero.</p> Denize Ornelas Pereira Salvador de Oliveira Patrícia Sampaio Chueiri Natalia Pontes Albuquerque Copyright (c) 2020 Denize Ornelas Pereira Salvador de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-06-11 2020-06-11 15 42 1784 1784 10.5712/rbmfc15(42)1784 Recomendações para a qualidade dos Programas de Residência de Medicina de Família e Comunidade no Brasil https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2509 <p>Diante de mudanças recentes no panorama nacional de programas de incentivos para provimento e formação médica em Atenção Primária à Saúde (APS), o Grupo de Trabalho de Ensinagem da SBMFC organizou um Encontro Nacional entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro de 2019, na cidade do Rio de Janeiro/RJ. O evento reuniu professores, supervisores, preceptores e residentes de Medicina de Família e Comunidade de diferentes regiões do país, e teve como objetivos discutir o atual cenário, além de elencar recomendações para qualidade dos PRMFC e caminhos para o fortalecimento da formação de médicas e médicos de família e comunidade via Residência Médica. Essas recomendações buscaram considerar a diversidade dos PRMFC em um país tão vasto quanto o Brasil e, principalmente, a necessidade de se estabelecer parâmetros mínimos de organização para os programas das mais variadas configurações, como PRMFC vinculados a Instituições de Ensino Superior (IES), secretarias estaduais ou municipais de saúde. As recomendações foram então organizadas em três eixos: 1) recomendações para supervisores e coordenadores de PRMFC e modelos possíveis de preceptoria; 2) recomendações para formuladores e executores de políticas públicas; e 3) recomendações para lideranças da medicina de família e comunidade.</p> Julia Barban Morelli Rosas Ademir Lopes Junior João Victor Moreira Marcelo Pellizzaro Dias Afonso Murilo Moura Sarno Rita Helena do Espírito Santo Borret Denize Ornelas Pereira Salvador de Oliveira Daniel Knupp Augusto Isabel Brandão Correia Copyright (c) 2020 Julia Barban Morelli Rosas, Ademir Lopes Junior, João Victor Moreira, Marcelo Pellizzaro Dias Afonso, Murilo Moura Sarno, Rita Helena do Espírito Santo Borret, Denize Ornelas Pereira Salvador de Oliveira, Daniel Knupp Augusto, Isabel Brandão Correia https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-07-17 2020-07-17 15 42 2509 2509 10.5712/rbmfc15(42)2509 Recomendações para a Atenção Domiciliar em período de pandemia por COVID-19 https://www.rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/2611 <p>A pandemia da COVID-19 trouxe como uma de suas consequências a necessidade de reorganização dos sistemas de saúde. A Atenção Domiciliar (AD) se apresenta como opção para: interromper a transmissão; identificação precoce e cuidado de pacientes infectados; possibilidade de alta precoce e continuidade do cuidado fora do hospital; além da orientação aos familiares. Este artigo apresenta as possibilidades de cuidados no domicílio pelas equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de AD e os cuidados necessários que estas equipes devem ter ao realizar seu trabalho.&nbsp; É necessário manter pessoas seguras em casa, evitar a exposição ao risco, manter o papel de vigilância e cuidado das que dependem da AD, e as equipes devem reorganizar o processo de trabalho para um cuidado domiciliar efetivo. Na APS o cuidado remoto parece ser uma alternativa viável pelos agentes de saúde para o monitoramento, orientação e seguimento dos pacientes, deixando a visita domiciliar com a equipe para aqueles casos indicados. AD na suspeita ou confirmação da COVID-19 é possível, desde que a equipe esteja treinada, disponha de todos os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) necessários e o ambiente domiciliar compatível. Deve-se garantir continuidade do cuidado para pessoas com doenças crônicas durante a pandemia necessitam, sendo possível equacionar ferramentas da telemedicina e cuidado presencial caso a caso. Para os pacientes que foram hospitalizados e evoluíram satisfatoriamente é possível avaliar a continuidade do cuidado no domicílio sob acompanhamento da APS e AD. Devem ser instituídas medidas de precauções para a equipe e pacientes, garantindo que todos os profissionais sejam capacitados para uso de EPI, além de orientações para prevenção da transmissão de agentes infecciosos no domicílio. AD é essencial para acesso a pessoas com condições agudas, descompensação de doenças crônicas, tendo o desafio da organização do serviço utilizando a telessaúde e cuidados domiciliares de forma racional.</p> Leonardo Cançado Monteiro Savassi Gustavo Valadares Labanca Reis Mariana Borges Dias Lidiane de Oliveira Vilela Marco Túlio Aguiar Mourão Ribeiro Mara Lúcia Renostro Zachi Mônica Regina Prado de Toledo Macedo Nunes Copyright (c) 2020 Leonardo Cançado Monteiro Savassi, Gustavo Valadares Labanca Reis, Mariana Borges Dias, Lidiane de Oliveira Vilela, Marco Túlio Aguiar Mourão Ribeiro, Mara Lúcia Renostro Zachi, Mônica Regina Prado de Toledo Macedo Nunes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-21 2020-08-21 15 42 2611 2611 10.5712/rbmfc15(42)2611